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Assaí vai vender no Mercado Livre e amplia aposta que já vai de farmácias a maquininhas

Rede de atacarejo estreia no e-commerce e acelera diversificação para novos negócios

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O Assaí vai passar a vender seus produtos no Mercado Livre, seu primeiro avanço no varejo online. A rede de atacarejos, que é a segunda maior rede do setor atrás apenas do Atacadão, entrará na plataforma marketplace a partir do segundo trimestre.

O movimento faz parte da iniciativa da companhia de se digitalizar. A rede também está ampliando sua parceria com o aplicativo de entrega iFood, de 56 para mais de 100 lojas na plataforma até o fim
do primeiro trimestre. Atualmente, as vendas via last mile representam mais de 3% da venda das lojas
que estão na plataforma.

Na parceria com o Mercado Livre, toda a gestão do estoque e a entrega ficará sob a responsabilidade da plataforma, no modelo fullfilment – ou seja, cobrando uma taxa do Assaí. Pelo acordo, serão vendidos alimentos secos, itens de mercearia e produtos de limpeza. Fruta, verduras e carnes frescas ficarão de fora.

A operação começa por São Paulo, com três centros de distribuição do Meli com espaços dedicados aos produtos do Assaí. O Mercado Livre já tem como seus sellers o Carrefour e o GPA, além de grandes fabricantes, como Mondellez e Colgate.

A categoria de supermercados ainda é pequena comparada a outras da plataforma marketplace, mas é uma de suas principais apostas. O Mercado Livre tem investido, por exemplo, em ações de marketing no reality show Big Brother Brasil.

Diversificação: de farmácias a maquininhas

A rede de atacarejo tem diversificado seu negócio. Além da operação tradicional de varejo e atacado alimentar, vai instalar 25 farmácias em suas lojas a partir de julho, para aproveitar a demanda dos clientes por produtos ligados à saúde, segundo o CEO Belmiro Gomes. “Quero vender vitaminas e suplementos”, disse recentemente.

Além das farmácias, a empresa tem evoluído nos seus planos de reestruturação da operação financeira. O Assaí está em fase final de “divórcio” da FIC, antiga joint venture com Itaú, antiga Via e GPA, que impede a companhia de oferecer soluções próprias a seus clientes. A companhia fez um provisão de impairment contábil de R$ 521 milhões no quarto trimestre (sem impacto caixa).

Agora, a companhia está avaliando potenciais parceiros estratégicos para o desenvolvimento e expansão de novos produtos financeiros, tais como private label, seguros, assistências, consórcios, adquirência e soluções digitais — conta corrente para o público PJ — com foco em soluções aderentes ao perfil de clientes da companhia.

O projeto piloto de maquininhas (Assaí Pay) segue em evolução, com começo da operação previsto até o final de 2026. A avaliação da direção é de que a empresa tem quase 1 milhão de micro e pequenos empreendedores que compram no Assaí e são pouco atendidos pelo sistema bancário. O piloto da maquininha própria já está rodando em algumas praças.

No ano, o Assaí reportou um avanço de 4,7% da receita líquida em 2025, para R$ 77,3 bilhões. O lucro líquido cresceu 6,07%, para R$ 13 bilhões. O Ebitda somou R$ 4,49 bilhões, aumentando 7,5%. A margem Ebitda chegou a 5,8%, 0,15 ponto percentual maior.

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