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Balanços do 3º tri ficam até 64% acima das previsões das casas de investimentos

Base de comparação fraca contribuiu para os números mais positivos do período; veja os setores que se destacaram.

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A temporada de balanços do terceiro trimestre de 2021 se encerrou na última semana e a maior parte dos resultados reportados ficou em linha ou acima das previsões do Safra e da XP Investimentos, por exemplo. Entre os destaques positivos, os analistas citam empresas dos setores de transporte, alimentos, petróleo e gás e imobiliário.

Em relatório, Luis Azevedo, Cauê Pinheiro e Silvio Dória, analistas do Safra, apontaram que 40,7% dos números ficaram acima das expectativas, 18,5% dentro do esperado e 40,7% abaixo do previsto. “Foram três meses mais equilibrados do que os anteriores quando pensamos na frequência de surpresas”, apontou a casa de análise. Já em relação ao segundo trimestre de 2021, 54,8% dos resultados ficaram acima do esperado, 15,5% em linha e 29,8% abaixo.

Os analistas do Safra apontaram que as empresas que fazem parte de seu universo de cobertura registraram expansão em todas as linhas da demonstração de resultados. “Fato explicado pela fraca base de comparação, uma vez que os resultados do terceiro trimestre de 2020 foram bastante afetados pela pandemia da covid-19”, explicou o banco de investimentos.

Na comparação ano contra ano, as companhias tiveram uma alta de 31% na receita, de 45,2% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) e de 59,2% nos lucros. Ao retirar a Petrobras (PETR4) do cálculo, empresa que teve um crescimento no lucro de 448% e representou 24,6% do total, o lucro líquido consolidado do terceiro trimestre de 2021 cresceu 27,1%, segundo o Safra.

Quando comparada às previsões do Safra, a receita das empresas do universo de cobertura ficou 7,7% acima do esperado, enquanto o Ebitda ficou 2,8% superior ao projetado e o lucro líquido 5,3% acima.

A XP Investimentos, por sua vez, informou que 64% das empresas reportaram lucros operacionais (Ebitda) acima do esperado, enquanto 11% foram em linha, e 26% abaixo. Quanto à receita, 55% das empresas superaram as expectativas da casa, 26% foram em linha e 19% inferior ao projetado.

Fernando Ferreira, estrategista-chefe e head do research da XP, e Jennie Li, estrategista de ações avaliaram os resultados do terceiro trimestre como sólidos, porém a temporada foi considerada mais “fraca” em relação às anteriores.

Em relatório, a casa informou que enquanto o lucro por ação das empresas do Ibovespa caiu 30%, quando comparado ao segundo trimestre deste ano, os ganhos cresceram mais de duas vezes em relação ao mesmo período do ano passado, em grande parte “explicados pela base de comparação bem fraca por conta da crise da pandemia”.  

Destaques positivos no 3º tri

De acordo com os números levantados pelo Safra, o setor de utilidades básicas foi a surpresa positiva do terceiro trimestre “impulsionado pelo resultado da distribuição de energia elétrica, que refletiu a melhora na atividade econômica, mas também por alguns itens não recorrentes, enquanto as geradoras decepcionaram no pior trimestre da crise hídrica”.

No segmento de transportes, o Safra mencionou as locadoras de veículos, já que elas “surfaram a melhora de cenário para a venda de seminovos, mas viram uma boa demanda do varejo e conseguiram mais do que repassar os custos mais elevados”. No setor, a XP destacou a Movida (MOVI3) “impulsionada pelo forte desempenho do aluguel de frotas e pela dinâmica positiva da venda de seminovos”.

O banco também mencionou o segmento de petróleo e gás em razão da “sustentação dos preços de petróleo”.

A XP também incluiu os setores de agro, alimentos e bebidas na lista dos destaques positivos. “A Marfrig (MRFG3) foi fortemente beneficiada pelo desempenho dos EUA e pela alta dos preços das commodities e registrou números recordes em suas operações nos Estados Unidos e na América do Sul. A São Martinho (SMTO3) teve um trimestre robusto com o lucro bruto crescendo 92,3% para R$ 636,6 milhões, enfatizando o bom momento do setor de açúcar e etanol, que mais do que compensou os efeitos da seca”, explicou a XP.

A XP também apontou o setor de metais, incluindo Gerdau (GGBR4), que apresentou números operacionais melhores do que o esperado, ‘devido aos maiores volumes em todas as áreas e ao aumento da receita por tonelada, refletindo o forte desempenho da indústria do aço nas principais divisões de negócios onde atua”.

Já em papel e celulose, os analistas da casa apontaram a Irani (RANI3) que reportou Ebitda ajustado de R$ 140 milhões, 3% acima das estimativas.

No varejo, o principal destaque foi o segmento de alta renda discricionária, com Vivara (VIVA3) e Grupo Soma (SOMA3) apresentando fortes resultados acima das estimativas da XP e o segmento atacarejo, com forte crescimento de receita e melhor rentabilidade do Assaí (ASAI3).

Os analistas da XP também mencionaram as redes de farmácia d1000 (DMVF3), Pague Menos (PGMN3) e Raia Drogasil (RADL3) beneficiadas pelo impacto positivo do reajuste de medicamentos e parcialmente explicado pela base mais fraca em 2020.

No setor imobiliário, a XP citou a BrMalls (BRML3), que deu continuidade ao processo de recuperação no segundo trimestre após a reabertura de seus shopping centers no período, além da Multiplan (MULTI3) que também obteve bons resultados operacionais no segmento de shoppings.

No setor de saúde, os analistas elencaram a Hypera (HYPE3) que reportou um lucro líquido recorrente de R$ 465 milhões, “causado principalmente por um forte aumento nas receitas impulsionado pelo crescimento orgânico e também pela aquisição das carteiras Buscopan e Takeda.

Já em educação, o destaque ficou com a Ânima (ANIM3) que “surpreendeu” com alto lucro líquido ajustado, lastreado principalmente em aquisições e aumento de alunos e elevada margem EBITDA, apoiada por custos docentes e diluições de despesas corporativas.

Ao listar Banco do Brasil (BBSA3), Bradesco (BBDC4) e Itaú Unibanco (ITUB4), a equipe da XP reiterou que as empresas do setor apresentaram resultados acima das expectativas, beneficiadas pelo aumento da taxa de juros do crédito e estabilidade em suas despesas operacionais.

Destaques negativos do 3º tri

Já entre os destaques negativos dos balanços trimestrais, o Safra apontou que geradoras de energia decepcionaram no pior trimestre da crise hídrica.

A XP, por sua vez, apontou o setor de siderúrgica e mineração, incluindo a Vale (VALE3), que relatou resultados operacionais piores do que o esperado, causados ​​principalmente por preços de minério de ferro abaixo do esperado.

As empresas Via, Natura, MRV, AES Brasil, Engie, Grupo Intermédia NotreDame e Magazine Luiza também estão entre os destaques negativos mencionados pela XP na safra de balanços do terceiro trimestre.

Este conteúdo é de cunho jornalístico e informativo e não deve ser considerado como oferta, recomendação ou orientação de compra ou venda de ativos.

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