Newsletter

Banco Central decreta liquidação do Banco Master e Polícia Federal prende Vorcaro

Banqueiro foi preso na operação Compliance Zero

Publicidade

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. A autoridade também decretou a liquidação da Master Corretora de Câmbio. A EFB Regimes Especiais de Empresas foi nomeada liquidante da instituição.

Em paralelo, a Polícia Federal prendeu o controlador do Master, Daniel Vorcaro. O banqueiro foi preso dentro da Operação Compliance Zero.

A operação tem por objetivo combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras. Os Agentes estão cumprindo cinco mandados de prisão preventiva e 25 mandados de busca e apreensão.

A PF executa ainda medidas cautelares diversas da prisão em São Paulo, Rio, Minas, Bahia e Distrito Federal.

As investigações tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira, segundo a PF.

Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do BC, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada. Estão sendo investigados os crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros.

A prisão e a liquidação do Master ocorrem menos de 24 horas após o anúncio de acordo para a venda do banco à Fictor Holding Financeira.

A operação incluiria um aporte imediato de R$ 3 bilhões para reforço da estrutura de capital do Master.

A proposta foi apresentada pela Fictor e um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos e não incluia o Will Bank, controlado pelo Master, e o Banco Master de Investimentos.

O que diz o Banco Central?

Em nota divulgada na tarde desta terça-feira (18), o Banco Central informou que o Banco Master e as demais instituições do grupo são classificados como um conglomerado prudencial bancário de crédito diversificado — ou seja, um grupo de instituições financeiras supervisionado de forma conjunta pelo BC, que atua em várias modalidades de crédito, mas sem grande relevância sistêmica. Trata-se de um conglomerado de pequeno porte, enquadrado no segmento S3 da regulação prudencial, tendo o Banco Master S/A como instituição líder.

O conglomerado detém 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Segundo o BC, a decretação do regime especial nas instituições foi motivada pela grave crise de liquidez do Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira, bem como por violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do SFN.

Publicidade

“A opção pelo Regime de Administração Especial Temporária (RAET) mostrou-se a mais adequada tendo em vista a possibilidade concreta de solução que preserva o funcionamento da sua controlada Will Financeira”, disse o BC.

O BC informou ainda que continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais e o resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis.

Exit mobile version