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Brava Energia anuncia troca de presidente e mudanças no conselho

Conselho da petroleira aceitou renúncia de Oddone como CEO; Kovacs foi o sucessor e Cruz assumiu presidência do conselho

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A Brava Energia informou nesta segunda-feira (12) que seu Conselho de Administração aceitou a renúncia de Décio Oddone ao cargo de diretor-presidente, conforme decisão tomada em reunião realizada na última sexta-feira (9), dentro de um processo de sucessão previamente planejado.

Oddone permanecerá à frente da companhia até 31 de janeiro de 2026, com o objetivo de assegurar uma transição gradual, coordenada e alinhada às diretrizes estratégicas e de governança. O executivo será sucedido por Richard Kovacs, eleito para o cargo e com posse prevista para 1º de fevereiro de 2026.

A companhia destacou que a escolha de Kovacs garante a continuidade da estratégia de longo prazo da Brava, com foco em disciplina de capital, segurança operacional e eficiência.

Em razão de sua eleição para a Diretoria Executiva, Richard Kovacs renunciou ao cargo de presidente do Conselho de Administração, permanecendo, contudo, como membro do órgão. Para a função, o conselho elegeu Alexandre Cruz, que assume imediatamente a presidência do colegiado.

Alexandre Cruz é formado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), além de possuir pós-graduação pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Atualmente, é CEO e um dos fundadores da gestora de investimentos JiveMauá, com passagens anteriores pela Ernst & Young e pelo Banco Santander.

Em comunicado, a Brava Energia agradeceu a Décio Oddone pela atuação à frente do processo de formação e consolidação da empresa como uma das principais do setor de óleo e gás no Brasil. Durante sua gestão, Oddone teve papel relevante na construção da cultura de eficiência e segurança da companhia, liderou a implementação do projeto Atlanta desde sua concepção e os esforços de recuperação da produção em Papa-Terra, encerrando um ciclo importante e deixando bases sólidas para a próxima fase de crescimento.

A junior oil Brava Energia foi criada em 2024 a partir da fusão de 3R Petroleum e Enauta, tem como principais acionistas o Bradesco e a gestora Jive. É hoje uma das maiores produtoras independentes de petróleo do país. No terceiro trimestre de 2024, a empresa registrou receita líquida de R$ 6,8 bilhões e lucro líquido de R$ 118 milhões.

Em janeiro de 2025, a empresa Brava Energia, resultado da fusão entre 3R e Enauta, está no centro das atenções devido ao interesse da J&F em adquirir seus campos de petróleo, avaliados em US$ 2 bilhões. A negociação, que envolve a competição com outras quatro empresas, reflete a estratégia da J&F de ampliar sua presença no setor de energia.

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