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Copa do Mundo: passagens de trem de NY para estreia do Brasil contra Marrocos vão custar US$ 150

Preços altos que vão de ingressos ao transporte causam reclamações de torcedores e autoridades antes de Mundial nos EUA

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A New Jersey Transit cobrará dos fãs da Copa do Mundo que compraram ingressos para o MetLife Stadium, na cidade vizinha a Nova York, o valor de US$ 150 (cerca de R$ 750 ao câmbio atual) por um bilhete de ida e volta de trem, anunciaram as autoridades nesta sexta-feira (17).

Isso inclui torcedores que vão assistir ao jogo de estreia do Brasil contra o Marrocos em 13 de junho, pelo Grupo C.

O MetLife Stadium, em Nova Jersey, não é servido de metrô, fica distante de áreas urbanas, e o estacionamento estará fechado (veja mais abaixo), o que exige que torcedores que não queiram pagar os US$ 150 de trem se desloquem de táxi ou de Uber ou outro aplicativo de transporte, a um preço hoje estimado entre US$ 40 e US$ 70 por viagem, a depender do horário.

Durante a Copa, com a demanda mais aquecida, os valores de viagem de carro devem subir.

O serviço para os passageiros regulares dos trens que saem Penn Station, na ilha de Manhattan, em Nova York, até Nova Jersey será suspenso por quatro horas antes das partidas.

A agência de transporte e os líderes do Comitê Anfitrião de Nova York e Nova Jersey definiram os detalhes de transporte para os oito jogos que serão realizados no estádio, incluindo a final da Copa do Mundo em 19 de julho.

As autoridades estão pedindo que pessoas que não vão assistir ao evento que trabalhem de casa, especialmente nos dias 22 e 30 de junho, quando essas partidas coincidirão com o horário de pico da noite durante a semana.

Elas mapearam planos de segurança e rotas de serviço em diferentes modos de transporte público para mover 78.000 espectadores a cada jogo, disse Kris Kolluri, presidente e diretor executivo da NJ Transit, a jornalistas na sexta-feira.

Os bilhetes da NJ Transit para a Copa do Mundo estarão à venda a partir de 13 de maio.

Polêmica de preços na Copa do Mundo

Os custos dos bilhetes para o transporte para os jogos da Copa do Mundo se tornaram uma questão polêmica nos últimos dias.

No início desta semana, a governadora de Nova York, Kathy Hochul respondeu a relatos de que a NJ Transit estava considerando cobrar dos passageiros mais de US$ 100 por bilhetes de trem de retorno, chamando o valor de “extremamente alto”.

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O senador de Nova York Chuck Schumer também pediu à FIFA que cobrisse os custos de transporte para as cidades e estados anfitriões.

Kolluri defendeu o preço do bilhete de ida e volta de US$ 150 nas linhas ferroviárias da NJ Transit, dizendo que cada evento custará à agência US$ 6 milhões e que a tarifa mais alta cobrirá as despesas adicionais da Copa do Mundo da agência.

“Isso não é para fazer lucro”, disse Kolluri. “Não estamos tentando explorar ninguém.”

A governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, escreveu na sexta-feira em um post no X que ela orientou a NJ Transit a fornecer descontos para os passageiros impactados pelas mudanças de serviço nos dias 22 e 30 de junho.

“Trata-se de encontrar o equilíbrio certo”, escreveu. “Vamos mostrar Nova Jersey no palco mundial enquanto protegemos nossos residentes, apoiamos nossa força de trabalho e garantimos que os benefícios econômicos deste evento sejam sentidos nas comunidades de todo o nosso estado.”

Os preços de ingressos são outra fonte de questionamentos e reclamações: embora tenha havido ingressos “populares” a US$ 60 para os jogos, eles rapidamente se esgotaram. Em sites de revenda, inclusive da própria FIFA, são cobrados valores que superam US$ 1.000 para a estreia do Brasil.

O evento dependerá fortemente do transporte público, pois o MetLife não oferecerá estacionamento para espectadores na propriedade do estádio. Os oficiais da FIFA decidiram, por razões de segurança, suspender as 23.000 vagas de estacionamento do estádio.

“Não haverá estacionamento geral para espectadores no MetLife Stadium”, disse Alex Lasry, diretor executivo do comitê anfitrião, aos jornalistas.

“Isso é o que torna a Copa do Mundo tão diferente de qualquer um dos outros grandes eventos que o MetLife já realizou, seja um Super Bowl, um show da Taylor Swift, WrestleMania, qualquer um.”

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