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Na Dasa, saúde da mulher se torna um motor para crescer em medicina diagnóstica

Grupo com marcas como Alta, Delboni e Salomão Zoppi reorganiza portfólio e integra jornada para mulher, conta o VP Médico, Leonardo Vedolin, ao InvestNews

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A saúde da mulher tem ganhado atenção crescente de grandes grupos de medicina diagnóstica do país. Não faltam razões objetivas: além do cuidado maior de mulheres com sua própria prevenção, acima do nível de homens, algo comprovado por dados, são elas em geral que também que convencem outros familiares, como pais, maridos e filhos, a realizar exames periódicos.

Um dos grupos que decidiu reforçar a estratégia e reorganizar o seu portfólio é a Dasa, um dos maiores do país, com marcas como Alta, Delboni, Salomão Zoppi, CDPI e Lavoisier, entre outras, que realiza mais de 450 milhões de exames por ano.

“Vemos um nível de crescimento da saúde da mulher acima da média de mercado, algo que nos move a olhar essa agenda de uma forma mais específica do ponto de vista de negócios”, disse Leonardo Vedolin, Vice-Presidente Médico e de Produção da Dasa, em entrevista ao InvestNews.

“Junto a isso, na mesma agenda, há uma tendência da medicina diagnóstica personalizada, que leva a produtos e serviços voltados para públicos e quadro clínicos específicos”, afirmou.

Não por acaso, a frente de saúde da mulher foi escolhida como uma das cinco prioritárias do grupo, ao lado de áreas como a de oncologia e a de infectologia.

Relatórios de mercado citados pela empresa apontam que o segmento de saúde da mulher pode registrar crescimento anual composto de 16% até 2034, com impulso de personalização, uso de dados e integração entre prevenção, diagnóstico e acompanhamento.

Segundo o executivo e médico da Dasa, esse olhar para a saúde feminina já existe há alguns anos, mas ganhou força no período pós-pandemia com o uso crescente de dados e inteligência analítica, que permitem entender e planejar jornadas integradas de atendimento para mulheres, o que inclui unidades e espaços dedicados.

Um exemplo é a marca CDPI Mulher, da rede de laboratórios localizada na cidade do Rio de Janeiro e espaço e atendimento dedicado ao público feminino; em São Paulo, a Dasa decidiu estruturar uma jornada semelhante com as marcas Delboni, Salomão Zoppi, Alta e Lavoisier.

“Não faz mais sentido realizar uma mamografia e só entregar o resultado”, disse. “Eu preciso encantar e engajar a cliente nessa jornada e a sua experiência para que ela faça uma biópsia depois se necessário; e preciso fazer o mesmo com o médico que solicitou o exame.”

“E por quê isso? Porque essa integração reduz o tempo entre o diagnóstico e o início da conduta médica e, consequentemente, o desfecho”, completou o VP Médico da Dasa.

Em casos de câncer de mama, o intervalo entre a descoberta e o início do tratamento caiu de 17 para 7 dias, segundo ele, citando o uso de modelos de IA (Inteligência Artificial) para o diagnóstico.

Pediatria e Espaço Mulher em unidade do laboratório Delboni, da Dasa, em São Paulo (Foto: Divulgação)
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O investimento em melhorar a jornada da mulher tem se refletido em aumento do NPS (Net Promoter Score, métrica de satisfação de cliente), de acordo com ele.

O uso crescente de dados, por sua vez, também possibilita ao grupo entender o comportamento da cliente para tentar mitigar um risco presente da área médica que é o abandono da jornada, como a desistência de um exame já agendado ou a demora na retirada do resultado.

A atenção particular à saúde da mulher passa também, segundo o executivo, pela ascensão de áreas como a medicina reprodutiva e ao desenvolvimento de exames em áreas como genômica, que buscam diagnósticos sobre fertilidade e saúde do embrião, em outro exemplo.

Ele também citou painéis genéticos da Genera – laboratório da Dasa – voltados a detectar câncer de mama e ovário, endometriose e miomas, com foco em prevenção e estratificação de risco.

Movimentos de mercado

Outros grandes grupos dessa indústria também estão atentos ao potencial desse mercado.

Em novembro do ano passado, o Fleury havia realizado movimento semelhante de fortalecer a sua atuação nessa frente com a aquisição do Laboratório Femme, rede dedicada exclusivamente à saúde da mulher, com 12 unidades na Grande São Paulo, por R$ 207,5 milhões.

Quase dois terços de exames realizados pelo Fleury são para mulheres, segundo informações divulgadas à época do negócio ao apontar a relevância desse público.

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