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Efeito Trump? Disney fala em ‘ventos contrários’ para o turismo internacional em seus parques nos EUA

Empresa registrou receita recorde na divisão de parques no último trimestre, mas alertou para crescimento limitado nos próximos meses

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A Disney alertou nesta segunda-feira (2) que enfrenta “ventos contrários na visitação internacional” em seus parques temáticos americanos, e que isso deve limitar o crescimento do lucro operacional da divisão no trimestre atual.

O aviso foi dado durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre fiscal. O CFO Hugh Johnston não quis detalhar as razões da desaceleração, mas confirmou que a empresa já está reagindo: tanto a Disneyland, na Califórnia, quanto o Walt Disney World, na Flórida, estão redirecionando seus esforços de marketing para atrair visitantes domésticos em vez de estrangeiros.

O contexto ajuda a explicar a cautela da empresa. Tensões diplomáticas do governo Trump com aliados tradicionais, a imposição de tarifas comerciais e processos mais rigorosos de verificação de vistos têm levantado preocupações crescentes sobre a disposição de estrangeiros em visitar os Estados Unidos.

Apesar da sinalização de cautela para os próximos meses, os números do trimestre encerrado em 27 de dezembro ainda foram fortes. A divisão de experiências — que engloba parques temáticos, cruzeiros e produtos de consumo — registrou receita recorde de US$ 10 bilhões, alta de 6% na comparação anual. O lucro operacional também bateu recorde trimestral, chegando a US$ 3,3 bilhões, igualmente 6% acima do ano anterior.

desempenho foi puxado por uma combinação de fatores. A frequência nos parques americanos subiu 1%, enquanto o gasto médio por visitante cresceu 4%. A linha de cruzeiros também contribuiu, com mais reservas após a adição de um novo navio à frota.

A divisão de experiências é o motor de lucro da Disney — e por isso mesmo será uma das principais responsabilidades do próximo CEO da companhia. Segundo o Wall Street Journal, o conselho de administração se reúne esta semana na sede em Burbank, na Califórnia, e deve votar o sucessor de Bob Iger.

De acordo com o jornal, a disputa está entre dois executivos da casa: Josh D’Amaro, atual presidente da divisão de experiências, e Dana Walden, copresidente da divisão de entretenimento. A especulação sobre quem ficará com o cargo — e qual será o destino do preterido — tem consumido funcionários da Disney e boa parte de Hollywood nos últimos meses, segundo a publicação.

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