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Embraer fecha primeiro pedido do cargueiro militar C-390 para o Oriente Médio

Contrato com os Emirados Árabes Unidos é o maior pedido internacional de um único país para o C-390; serão até 20 aviões

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Os Emirados Árabes Unidos (EAU) vão comprar aeronaves de transporte militar da Embraer. O Tawazun Council for Defence Enablement, entidade que regula o setor de defesa do país, assinou nesta segunda-feira (4) um contrato com a fabricante brasileira para a aquisição de 10 unidades do cargueiro militar C-390 Millennium, com opção de compra de mais 10 aviões — totalizando até 20 aeronaves.

O contrato foi firmado em Abu Dhabi na presença do vice-presidente dos EAU, Sheik Mansour bin Zayed Al Nahyan, e do presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto.

É a primeira vez que o C-390 é selecionado por um país do Oriente Médio, e o negócio representa o maior pedido internacional de um único país para o modelo até hoje.

O que está incluído no contrato

Além das aeronaves, o acordo prevê o desenvolvimento de capacidades de manutenção, reparo e revisão (MRO) nos EAU, em parceria com uma empresa local. O suporte pós-venda também será prestado no país — o que indica uma transferência parcial de conhecimento técnico para a região.

A seleção foi precedida por testes operacionais realizados em território emiradense. A Força Aérea e Defesa Aérea dos EAU avaliou o C-390 para uso em missões de transporte de carga e tropas, lançamento aéreo, evacuação aeromédica, assistência humanitária e operações em pistas não pavimentadas.

Por que importa para a Embraer

A divisão de Defesa & Segurança da Embraer vem buscando ampliar a carteira internacional do C-390, que já opera em países como Portugal, Hungria e Holanda — todos membros da Otan. Entrar no Oriente Médio abre um mercado novo e estratégico para a aeronave.

O C-390 compete diretamente com o Airbus A400M e o Lockheed Martin C-130J Hercules, referências consolidadas no segmento de transporte militar. Ganhar um cliente de peso na região reforça o argumento comercial da Embraer em negociações com outros países.

A fabricante não divulgou o valor do contrato.

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