O InvestNews apurou que a Porto também seguirá o mesmo caminho e dará fim às trativas com a empresa de oncologia.
As conversas, tornadas públicas em meados de março, envolviam um plano para transferir os ativos mais rentáveis da Oncoclínicas, especialmente a rede de clínicas, para esse novo veículo, com aporte de capital e menor exposição à dívida.
Pelo desenho discutido, a Porto assumiria o controle da nova empresa, com um aporte de cerca de R$ 500 milhões e a possibilidade de subscrever outros R$ 500 milhões em debêntures conversíveis em ações.
Para Porto e Fleury, a operação fazia sentido estratégico: ambas dependem da capilaridade da Oncoclínicas em um segmento difícil de replicar, mas buscavam evitar a exposição ao risco financeiro da companhia.
Com o fim das tratativas, a Oncoclínicas segue em busca de alternativas para equacionar sua estrutura de capital em meio a uma crise de liquidez.
A companhia anunciou que irá recorrer à Justiça para suspender a cobrança de dívidas no curto prazo e evitar a aceleração de vencimentos, numa tentativa de ganhar tempo para negociar com credores.
