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Fundadores de XP, Stone e Nubank lançam instituto para apoiar pequenas e médias empresas

O instituto, denominado de B55, nasce como uma organização sem fins lucrativos, a partir do diagnóstico de que o Brasil tem alto potencial empreendedor

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Guilherme Benchimol, fundador da XP, André Street, cofundador da Stone, e David Vélez, fundador do Nubank, lançaram nesta terça-feira (10) o Instituto B55, iniciativa sem fins lucrativos voltada a pequenas e médias empresas que já superaram a fase inicial, mas enfrentam dificuldades para ganhar escala.

O instituto parte do diagnóstico de que o Brasil tem alto potencial empreendedor, mas enfrenta obstáculos para transformar esse dinamismo em crescimento. O primeiro produto da iniciativa será lançado em 5 de março, e a operação deve começar efetivamente em abril, com a entrada dos primeiros empreendedores e alunos.

O B55 tem como proposta atuar em gargalos recorrentes do crescimento empresarial, como a falta de conhecimento aplicado, método e estrutura para avançar após a fase inicial. O nome do instituto combina a ideia de “base”, representada pela letra B, com o número 55, código internacional do Brasil.

O projeto é liderado por Cristhiano Faé, cofundador e CEO do B55, fundador de empresas como a Accera, vendida à Neogrid em 2018, e responsável pela execução da iniciativa.

Empresas estagnadas

Segundo Street, o Brasil tem cerca de 47 milhões de empreendedores, mas mais de 70% das empresas enfrentam algum grau de estagnação. Além dos três fundadores, o B55 conta com mais de 20 embaixadores que atuarão em mentorias e atividades de formação. Entre os nomes confirmados estão Jorge Paulo Lemann, David Feffer, Fabricio Bloisi, Mariano Gomide, Pedro Franceschi e Henrique Dubugras.

O público-alvo do instituto são empresas da chamada economia real, incluindo negócios de serviços, logística, saúde e varejo que já superaram a fase inicial, mas encontram dificuldades para escalar. O projeto também dialoga com o setor de tecnologia e se posiciona entre aceleradoras voltadas a startups em estágio inicial e programas de apoio de base, como os do Sebrae.

Estruturado ao longo dos últimos seis meses, o B55 foi organizado em quatro frentes: educação e desenvolvimento; jornada e aceleração; comunidade e networking; e a criação de um hub físico de empreendedorismo e inovação, ainda em fase de estudo. A operação começa com um escritório em São Paulo e uma equipe inicial de cerca de dez pessoas.

Apesar de ser uma organização sem fins lucrativos, o B55 tem como objetivo alcançar autossuficiência financeira. O capital inicial, aportado pelos fundadores, está na casa dos milhões de dólares, e o plano é encerrar o primeiro ano de operação com equilíbrio financeiro.

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