O preço da oferta é de R$ 11,45 por lote de mil ações (GOLL54), acima do valor de R$ 10,13, proposto em laudo de avaliação preparado pela Apsis Consultoria Empresarial. O leilão está marcado para 19 de fevereiro na B3. Nesta sexta-feira (30), as ações subiam mais de 10%, para R$ 11,41, se aproximando do valor proposto.
A adesão não é automática: o acionista precisa sinalizar à corretora e pedir habilitação até 18h de 18 de fevereiro, além de autorizar a transferência para a carteira da OPA (7105-6). A liquidação está prevista para 23 de fevereiro, e quem não vender no leilão ainda tem uma “última chance” de até 25 de março, pelo mesmo preço corrigido pela Selic.
Se o investidor não aderir, as ações deixam o Nível 2 e podem ter liquidez reduzida. Além disso, com a reestruturação societária, o acionista pode acabar com ações da incorporadora e passar a ser sócio de companhia fechada, sem negociação em bolsa, ficando exposto aos efeitos econômicos da reorganização.
A OPA foi uma proposta da Abra, holding que além da Gol controla a Avianca. A Abra estuda listar suas ações no mercado americano. A Gol concluiu sua reestruturação financeira via Chapter 11 em 6 de junho de 2025, após 498 dias desde o pedido em janeiro de 2024, com reestruturação de cerca de R$ 23,7 bilhões em dívidas.
