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‘Googlebook’: Google lança nova linha de laptops para disputar mercado aquecido de PCs

A nova plataforma marca o retorno do Google ao mercado de laptops premium com integração do Gemini ao sistema operacional

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A Alphabet, controladora do Google, apresentou uma nova categoria de laptops premium chamada “Googlebook”, que rodará Android e destacará a inteligência artificial Gemini. Parceiras de hardware como Dell Technologies, Lenovo Group e HP lançarão modelos baseados na plataforma nos próximos meses.

A iniciativa, anunciada na terça-feira juntamente com uma série de atualizações futuras do Android 17, marca uma nova investida do Google no segmento de laptops e permitirá à companhia integrar recursos-chave do Gemini diretamente ao sistema operacional, potencialmente oferecendo mais funcionalidades de IA voltadas ao consumidor do que notebooks com Windows e Mac.

O Google descreve os novos laptops como uma convergência entre Android e ChromeOS, software que sustenta os Chromebooks de baixo custo. Desde seu lançamento, há 15 anos, os Chromebooks conquistaram espaço na educação e entre consumidores cujas necessidades básicas de computação podem ser atendidas por um navegador de internet.

Mas os novos sistemas oferecerão desempenho significativamente superior e hardware de maior qualidade do que os Chromebooks. Embora o design varie conforme o fabricante, todos os Googlebooks incluirão uma “Glowbar”, barra luminosa que acende quando o laptop é ligado.

O Google e seus parceiros não estão sozinhos na aposta em um segmento intermediário de laptops que pretende oferecer mais do que Chromebooks ou PCs Windows de entrada. A Apple lançou neste ano o MacBook Neo, de US$ 599, que ajudou a impulsionar um crescimento de cerca de 6% nas vendas trimestrais de Macs.

O gigante de buscas afirmou que divulgará mais detalhes sobre a iniciativa ainda neste ano, quando os parceiros começarão a revelar seus produtos. Asus e Acer também aderiram ao projeto e lançarão dispositivos Googlebook.

“Há uma oportunidade de trazer mais inovação de volta aos laptops, especialmente na faixa premium”, afirmou Sameer Samat, presidente do Google responsável pelo ecossistema Android, em entrevista. Ele se recusou a comentar se o Google lançará seus próprios Googlebooks. A empresa não apresenta um laptop com marca própria desde o Pixelbook Go, em 2019.

Segundo Samat, o Google tem a chance de incorporar IA “ao laptop de uma maneira diferente da que qualquer outra empresa realmente conseguiu”. O Gemini Intelligence, também anunciado na terça-feira, é a nova marca para os recursos mais recentes de IA voltados ao consumidor, que chegarão aos dispositivos Android premium neste ano.

Mesmo com o Gemini sendo o centro da experiência do usuário nos Googlebooks, o Google afirma que os recursos de IA foram projetados para operar em segundo plano quando não forem necessários.

Entre as novidades está o “Magic Pointer”, que dá ao cursor do trackpad capacidades mais versáteis. O recurso entende o contexto e indica aos usuários quando algo na tela pode se beneficiar da ajuda do Gemini.

Ao passar o cursor sobre uma mensagem, por exemplo, o sistema poderá sugerir respostas rápidas; ao passar sobre uma reunião, poderá apresentar sugestões de localização.

“Coisas como o Magic Pointer parecem simples quando você as vê, mas são difíceis de aperfeiçoar”, disse Samat. “Fizemos isso com o Circle to Search no celular e estamos muito animados em usar esse tipo de recurso também nos laptops.”

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Outro recurso permitirá aos usuários pedir ao Gemini que crie widgets personalizados para praticamente qualquer finalidade.

O Google espera que os Googlebooks atraiam desenvolvedores de aplicativos, que poderão adaptar seus softwares de forma eficiente e oferecer uma experiência consistente entre diferentes tipos de hardware. Isso também permitirá que consumidores utilizem aplicativos do telefone Android diretamente no laptop.

A Apple levou o espelhamento do iPhone para os Macs em 2024, em parte porque muitos desenvolvedores optaram por não permitir que seus aplicativos móveis funcionassem nativamente no macOS.

Mesmo com a chegada dos Googlebooks, o ChromeOS continuará existindo.

“Mais de 60% do mercado educacional nos EUA usa Chromebooks”, afirmou Samat. “Achamos que ele continua sendo uma ótima opção nesse segmento.”

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