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‘Hálito de Ozempic’: GLP-1 impulsiona vendas de balas e chicletes da Hershey

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Novos medicamentos para perda de peso estão fazendo as pessoas comerem menos, mas mastigarem mais chiclete. Uma tendência que começa a impactar o setor de alimentos.

O CEO da Hershey, Kirk Tanner, afirmou que os medicamentos da classe GLP-1 estão ajudando a impulsionar as vendas de balas e chicletes, incluindo a linha Ice Breakers. As vendas no varejo da marca, hoje a terceira maior do portfólio de confeitos da empresa, cresceram 8% no último trimestre.

“Também vimos forte demanda por chicletes e balas de menta, à medida que a categoria se beneficia de tendências de consumo funcional, incluindo a adoção de GLP-1”, disse Tanner em comunicado.

Como esses medicamentos retardam a digestão, usuários podem apresentar efeitos colaterais como náusea, boca seca e o chamado “hálito de Ozempic”, além de arrotos, o que pode explicar o aumento no consumo de produtos refrescantes.

O avanço dos remédios para perda de peso também tem pressionado o consumo de doces, já que reduzem o apetite. Ainda assim, a Hershey tem encontrado formas de compensação: muitos usuários de GLP-1 passaram a priorizar alimentos com mais proteína para preservar massa muscular, e a empresa registrou aumento de 17% no consumo de suas barras proteicas no último trimestre.

Resultados

A Hershey registrou vendas e lucro no primeiro trimestre acima das expectativas de Wall Street, impulsionados por preços mais altos. A fabricante, com sede na Pensilvânia, reportou crescimento orgânico de receita de 7,9%, superando as estimativas dos analistas. O lucro ajustado por ação foi de US$ 2,35, também acima do esperado.

Os resultados mostram a empresa se beneficiando de preços mais elevados, em um momento em que os custos do cacau, que haviam atingido níveis historicamente altos, começaram a recuar. Os contratos futuros da commodity caíram recentemente, após anos de alta que reduziram o consumo e levaram fabricantes a ajustar receitas.

As ações da Hershey operavam praticamente estáveis no pré-mercado. No acumulado do ano, o papel sobe cerca de 4%, em linha com o desempenho do S&P 500.

A companhia também reiterou sua projeção para 2026.

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