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Hellmann’s e Knorr colocam Brasil no radar da ‘rainha da mostarda’ após negócio com a Unilever

Nova sócia da Unilever em alimentos, a americana McCormick é uma desconhecida no país, mas é famosa globalmente com suas mostardas

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A fusão de US$ 44,8 bilhões entre Unilever e McCormick não só cria uma nova gigante global de alimentos como também pode abrir o mercado brasileiro para a companhia americana, hoje pouco (ou nada) conhecida no Brasil.

Na teleconferência com analistas nesta terça-feira (31), o CEO da McCormick, Brendan Foley, disse que a América Latina está entre as principais áreas de oportunidade para capturar sinergias de receita e citou o Brasil de forma direta.

“A América Latina é uma dessas áreas de oportunidade. No caso do Brasil, não temos presença da McCormick ali”, afirmou Foley, ao responder a uma pergunta de uma analista da Bernstein sobre onde as sinergias de receita poderiam ser mais significativas. Na mesma resposta, o executivo disse que a Unilever tem “bastante força” no Cone Sul, o que abre espaço para oportunidades de sinergia.

No Brasil, a Unilever é dona de marcas conhecidas de alimentos e condimentos, como Hellmann’s, Knorr, Maizena, Arisco, Lipton e Mãe Terra. Sua principal fábrica de alimentos por aqui fica em Pouso Alegre (MG) e é a maior planta da Unilever na América Latina, com 50 anos de operação.

Esse portfólio e a estrutura de distribuição já montada no país aparecem, na prática, como uma possível plataforma para a McCormick marcar sua presença em um mercado onde hoje não opera.

Fernando Fernandez, CEO da Unilever, reforçou esse raciocínio ao dizer que a americana traz uma linha de produtos forte, enquanto a Unilever contribui com uma infraestrutura global de distribuição. “Quando você combina essas duas coisas, tem oportunidades enormes”, afirmou. Ele também destacou Ásia e América Latina como geografias óbvias para extração de valor com a união dos negócios.

Quem é a McCormick, a ‘a rainha da mostarda’

A operação reúne marcas como Hellmann’s e Knorr, da Unilever, a nomes como a mostarda French’s e o molho de pimenta Frank’s RedHot, da McCormick, formando uma companhia com cerca de US$ 20 bilhões em receita.

As marcas mais famosas do grupo americano vieram, há cerca de uma década, após a aquisição da divisão de alimentos da Reckitt Benckiser por US$ 4,2 bilhões, sua maior aquisição até então.

Ainda assim, parte relevante (aproximadamente 40%) do negócio da McCormick não tem o nome deles na embalagem. Eles são os maiores fornecedores para redes de fast food: desenvolvem os temperos e molhos exclusivos para gigantes como McDonald’s, KFC e Burger King.

A McCormick, fundada em 1889 vendendo root beer antes de entrar no mercado de temperos, tem usado aquisições como parte de sua estratégia de crescimento há anos.

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