Na última quarta-feira, 4, o InvestNews publicou que a demora na análise do processo pode levar a um desmanche no acordo entre ambos para dividirem o controle da petroquímica e comprometer a sua saúde financeira. A operação foi apresentada à autarquia no dia 23 de dezembro.
Segundo pessoas próximas às negociações, a Braskem teria apenas mais quatro meses de caixa e enfrentaria dificuldades para quitar pagamentos de juros já na metade do ano. Procurada, a Braskem não comentou. Esse cenário seria diferente daquele considerado pela IG4 quando iniciou as tratativas, e a gestora teria sinalizado a bancos que pode desistir do negócio.
O que dizem as empresas
A Braskem e a IG4 não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. A Petrobras, que divide o controle da Braskem com a Novonor, também não respondeu de imediato a um pedido de comentário.
As ações da Braskem reduziram ganhos que chegaram a 8,5% após a reportagem. Os papéis subiam 1,3% às 11h51 em São Paulo.
Em dezembro, a IG4 e o problemático conglomerado Novonor — anteriormente conhecido como Odebrecht — assinaram um acordo vinculante com bancos credores para comprar toda a dívida da Novonor lastreada em ações da Braskem.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), como o órgão é conhecido, vem analisando o negócio desde então. No mês passado, a autoridade estendeu o prazo para a revisão do acordo.
