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Investidor Bill Ackman adquire nova posição na Microsoft e destaca potencial da IA da empresa

A Microsoft amplia uso de IA em nuvem e aplicativos, mas enfrenta desafios para expandir data centers diante da alta demanda

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O investidor bilionário Bill Ackman, fundador da Pershing Square Capital Management, afirmou que seu fundo assumiu uma nova participação na Microsoft, em uma aposta de que os investimentos da gigante de software em inteligência artificial não estão refletidos no preço em queda de suas ações.

Ackman disse em publicação na rede X na sexta-feira (15) que a Pershing começou a montar a posição em fevereiro, após a queda das ações da empresa depois de seu relatório de resultados.

“Vamos divulgar uma nova posição na Microsoft, uma empresa que acompanhamos há muitos anos e que agora está disponível a uma avaliação altamente atrativa”, afirmou o investidor em uma publicação de mais de 800 palavras, acrescentando que a companhia se tornou uma “posição central” no portfólio.

As ações da Microsoft acumulam queda de 15% no ano e perderam mais de um quarto de seu valor desde o pico no outono passado. O movimento faz parte de uma venda mais ampla no setor de software e de preocupações dos investidores com os altos investimentos em IA. Os papéis ficaram praticamente estáveis no pré-mercado após a divulgação da posição por Ackman.

Ackman afirmou que os investidores “subestimam a resiliência” do pacote Microsoft 365 “dado seu papel profundamente enraizado nas empresas e sua relação extremamente atrativa entre preço e valor”.

A Pershing divulgará a participação em documentos regulatórios ainda nesta sexta-feira, disse o investidor. Ele também afirmou que o fundo vendeu sua posição na Alphabet, controladora do Google, nos últimos meses.

O maior fundo gerido por Ackman, o Pershing Square Holdings, acumula queda de 4,2% no ano até terça-feira.

A Microsoft, maior empresa de software do mundo, tem integrado inteligência artificial às suas plataformas de nuvem e aplicativos, mas enfrenta desafios para expandir sua capacidade de data centers diante da demanda crescente.

Ackman destacou a parceria da Microsoft com a OpenAI, que dá à empresa acesso aos modelos e produtos da startup. Ele afirmou acreditar que o mercado não precificou adequadamente essa relação, que avaliou em cerca de US$ 200 bilhões.

A OpenAI, sediada em San Francisco, planeja uma oferta pública inicial já neste ano.

“Vemos a recente decisão da Microsoft de reestruturar sua parceria com a OpenAI não como uma concessão, mas como parte de uma mudança deliberada para uma arquitetura mais aberta e multimodelo, que atende melhor clientes corporativos”, disse Ackman.

O investidor já fez apostas semelhantes em empresas de tecnologia, incluindo uma posição de cerca de US$ 2 bilhões na Meta neste ano, quando as ações também estavam pressionadas por preocupações com gastos em IA.

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Ackman, que tem mais de dois milhões de seguidores na rede X, costuma influenciar o mercado ao divulgar suas teses de investimento online, que acabam gerando debates em fóruns como o Reddit.

No mês passado, ele lançou um novo fundo de seleção de ações, o Pershing Square USA, cujas ações caíram 18% na estreia.

Grande parte dos US$ 5 bilhões captados veio de investidores institucionais.

Recentemente, Ackman também usou um veículo de aquisição para tentar comprar a Universal Music Group, avaliando a gravadora em cerca de US$ 60 bilhões.

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