O pagamento de Niccol em 2025 inclui um bônus de US$ 5 milhões e quase US$ 20 milhões em ações, de acordo com um documento arquivado pela rede de cafés. As recompensas em ações serão, em parte, baseadas no desempenho da empresa. No ano fiscal de 2024, a remuneração de Niccol foi de US$ 96 milhões, segundo o documento, incluindo uma recompensa em ações de mais de US$ 90 milhões.
Niccol, que assumiu a liderança da Starbucks em setembro de 2024, recebeu um dos maiores pacotes de remuneração entre executivos na época. Ele busca revigorar o crescimento da grande operadora de restaurantes, que possui dezenas de milhares de lojas em 80 países. Seu plano, chamado “Back to Starbucks” (de volta à Starbucks), começou a mostrar alguns resultados, mas ele ainda não convenceu totalmente os investidores.
O plano de reestruturação tem como objetivo melhorar o atendimento ao cliente, reduzir a complexidade do menu e tornar os cafés mais acolhedores, com iluminação mais suave e assentos confortáveis, tudo para reviver o conceito de “terceiro lugar” pelo qual a Starbucks era conhecida — um espaço entre a casa e o trabalho onde as pessoas podem relaxar, socializar ou trabalhar confortavelmente.
As ações da Starbucks caíram 7,7% em 2025, marcando o quarto ano consecutivo de queda anual. O pacote de remuneração de Niccol para o ano fiscal foi limitado pela desvalorização das ações, o que fez com que ele não recebesse a compensação vinculada ao desempenho.
No último trimestre, a empresa registrou crescimento nas vendas comparáveis pela primeira vez em um ano e meio, impulsionado pelos fortes resultados de suas operações internacionais.
A empresa deve divulgar os resultados do primeiro trimestre na manhã de quarta-feira, seguida de uma apresentação para investidores na quinta-feira, quando os analistas esperam que a Starbucks apresente metas financeiras pela primeira vez desde que Niccol se tornou CEO.
