O contrato plurianual dá ao Nu uma posição de destaque em seus planos de expansão nos Estados Unidos, com Miami servindo como sua sede no país. Fundada no Brasil em 2013, a empresa cresceu para cerca de 130 milhões de clientes em três países da América Latina e aguarda sua licença bancária nos EUA.
Os direitos de naming devem impulsionar o avanço na “construção de marca nos Estados Unidos”, que é o maior desafio do Nu, afirmou Cristina Junqueira, cofundadora da fintech e CEO da operação americana.
A nova casa do Inter Miami, com capacidade para 26.700 torcedores e localizada próxima do Aeroporto Internacional de Miami, passará a se chamar Nu Stadium.
Miami Freedom Park
A parceria também se estenderá ao empreendimento comercial e de varejo ao redor, conhecido como Miami Freedom Park. O distrito empresarial e de entretenimento contará ainda com prédios de escritórios que poderão futuramente abrigar funcionários do Nu, segundo Junqueira.
Os termos financeiros do acordo não foram divulgados. O proprietário do Inter Miami, Jorge Mas, classificou o contrato como “uma das parcerias mais significativas da história das cinco principais ligas esportivas dos Estados Unidos”.
Mas afirmou ter recebido diversas propostas para o novo estádio, que será a casa do clube de futebol mais valioso dos EUA. O acordo com o Nu, sediado em São Paulo, vai muito além do nome do estádio, disse ele.
“Estou em uma cidade hispânica, sou um time global e quero fazer algo com uma empresa global”, afirmou. “Não é apenas um contrato de naming rights. Não é apenas um acordo de camisa. É uma parceria de verdade.”
O estádio será inaugurado em 4 de abril, na partida do Inter Miami contra o Austin FC. O local também receberá shows, eventos corporativos e privados, além de outras competições esportivas, segundo comunicado.
Além do estádio, o logotipo do Nu aparecerá nas costas das camisas do Inter Miami a partir de agosto. A camisa rosa número 10 de Messi está entre as mais vendidas do futebol mundial. O Inter Miami conquistou seu primeiro título da Major League Soccer em 2025.
A fintech também operará o Nu Club, uma área premium de hospitalidade com um túnel de vidro que permite ver os jogadores caminhando entre o vestiário e o campo. Já a Nu Plaza funcionará como um “hub comunitário” para sediar eventos da marca dentro do distrito comercial.
O Nu, avaliado em US$ 72 bilhões, atua no Brasil, México e Colômbia. O futebol é extremamente popular nos três países, e a camisa de Messi é presença constante em lojas e nas ruas, afirmou Junqueira.
“A conversa começou por causa do estádio. Depois veio a camisa e também as oportunidades dentro do distrito”, disse. “Miami é o principal destino dos nossos clientes.”
O JPMorgan Chase & Co. detinha os direitos de naming do antigo estádio do Inter Miami, em Fort Lauderdale, na Flórida. Já a Inter & Co. possui os direitos do estádio do Orlando City SC, na Flórida Central.
Com os direitos de mídia representando uma parcela pequena da receita do Inter Miami, fechar parcerias e contratos de patrocínio com as marcas certas é a parte mais importante da estratégia, disse Mas. O clube, que tem David Beckham como sócio, está avaliado em cerca de US$ 1,45 bilhão, segundo a Sportico.
“Patrocinadores são a linha de vida do nosso clube e estou tentando construir algo que agregue valor”, afirmou Mas. “Todos vão saber o que é o Nu Stadium.”
