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Nubank assume naming rights do estádio do Palmeiras e amplia associação com o esporte

Arena que é o principal palco de shows do país deixará de se chamar Allianz Parque após mais de 12 anos e terá novo nome

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O Nubank assinou um acordo com a WTorre para assumir os naming rights do estádio do Palmeiras, em São Paulo, encerrando o ciclo de mais de 12 anos da seguradora alemã Allianz à frente da arena. Os valores e a duração do contrato não foram revelados.

Com a mudança anunciada nesta manhã de sexta-feira (10), o estádio, até então conhecido como Allianz Parque e que se tornou um dos mais utilizados do mundo para shows e festivais, terá um novo nome definido por votação popular.

As opções apresentadas são Nubank Parque, Nubank Arena e Parque Nubank, e a escolha será feita por meio de uma plataforma online.

Segundo fontes de mercado, o contrato com o Nubank deve vigorar até 2034. Uma década depois, em 2044, vence o contrato que garante à WTorre o direito de exploração comercial do estádio. A partir de 2045, a gestão e o controle do estádio passam a ser integralmente do Palmeiras.

O novo acordo prevê que o Nubank terá direito a montar um espaço dentro do estádio, com portão de entrada à parte, dedicado à sua base de clientes no segmento de alta renda, denominado Ultravioleta.

“Neste momento do banco, pensamos em como podemos levar experiências novas e ampliar a nossa capacidade de construir esse relacionamento com o cliente, sempre com a visão do novo”, disse Livia Chanes, CEO do Nubank no Brasil, em entrevista coletiva em São Paulo nesta sexta.

Associação com o esporte

Este será o segundo estádio com naming rights do Nubank e representa o aprofundamento da relação do banco com o esporte, em uma tendência global de grandes marcas, não só do setor financeiro.

No início de março, a fintech anunciou um acordo com o Inter Miami, time do craque argentino Lionel Messi, para batizar a nova arena da equipe na cidade americana como “Nu Stadium”, além de garantir exposição da marca nas camisas do clube. A inauguração do Nu Stadium, em Miami (EUA), aconteceu há menos de uma semana.

Recentemente, o banco também acertou um contrato de patrocínio com a equipe Mercedes na Fórmula 1 – que lidera o Campeonato Mundial nesta temporada de 2026.

O movimento faz parte da estratégia do banco digital de ampliar sua presença internacional, em particular no mercado americano. Em janeiro, o Nubank recebeu aprovação do órgão regulador americano, o OCC, para operar como banco nacional nos Estados Unidos.

O banco também tem adotado iniciativas voltadas para atletas amadores: no início do ano, anunciou contrato de patrocínio para as provas do Ironman no Brasil, principal série de provas de triatlo de resistência no mundo.

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Antes disso, acertou o patrocínio a corridas de rua como a SP City Marathon, uma das principais maratonas e meia maratonas do país, realizada todo ano no mês de julho.

Rescisão com a Allianz

No estádio do Palmeiras, o acordo anterior da WTorre com a Allianz previa pagamento de R$ 300 milhões ao longo de 20 anos, ou cerca de R$ 15 milhões por ano, corrigidos pela inflação.

Considerado defasado em termos comerciais pelas partes – assinado em um momento em que o modelo de negócios era novo no país e o clube não era tão vitorioso –, o contrato foi encerrado antecipadamente, de forma amigável, oito anos antes do prazo original.

Segundo a WTorre, o clube não participou diretamente das negociações, dado que os direitos de exploração comercial da arena pertencem à construtora até o fim da concessão.

O Palmeiras recebe um percentual das receitas geradas, fatia que chegou a 15% no caso dos naming rights após reajuste recente.

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