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Nubank recebe sinal verde para atuar como banco nos Estados Unidos

A Nu Holdings obteve aprovação preliminar para realizar algumas atividades bancárias nos Estados Unidos

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A Nu Holdings obteve aprovação preliminar para realizar algumas atividades bancárias nos Estados Unidos, um primeiro passo da fintech latino-americana para entrar na maior economia do mundo.

O Office of the Comptroller of the Currency (OCC), órgão do governo americano responsável por regular e supervisionar os bancos nacionais e instituições de poupança federais, concedeu aprovação condicional para uma licença de banco nacional ao Nubank, como a empresa é conhecida, segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira (29). A nova entidade será chamada Nubank NA.

“A aprovação não é apenas uma extensão da nossa operação; é uma oportunidade de provar nossa tese de que um modelo digital-first, centrado no cliente, é o futuro dos serviços financeiros globalmente”, disse David Vélez, cofundador e CEO do Nubank, no comunicado.

Agora, o Nubank entrará na chamada fase de organização nos EUA, e deve lançar a operação no país dentro de 18 meses, informou a fintech.

“Estamos ansiosos para oferecer experiências financeiras transparentes e eficientes, já confiadas por mais de 127 milhões de clientes no mundo, aos nossos futuros clientes nos EUA”, disse Cristina Junqueira, cofundadora que se mudou para os EUA para supervisionar a operação, no comunicado.

Uma vez concedida a licença completa, a fintech poderá oferecer contas de depósito, cartões de crédito, empréstimos e custódia de ativos digitais nos EUA.

A expansão aproveita uma janela de oportunidade nos EUA, onde o ambiente regulatório se tornou mais favorável aos negócios sob a administração Trump. Isso inclui aprovações para cinco empresas de criptomoedas que receberam licenças, e a decisão do PayPal Holdings Ltd. de solicitar uma licença em dezembro.

A licença do Nubank marcará um passo importante para a empresa, criada em São Paulo em 2013 por um grupo liderado por Vélez, Junqueira e Ed Wible.

Será o primeiro país fora da América Latina onde a empresa terá licença para operar, apostando que o modelo digital e de baixo custo que atraiu 127 milhões de clientes até agora também funcionará nos EUA.

Executivos da empresa afirmam que os EUA são mais um plano de desenvolvimento futuro do que um foco de curto prazo.

“Enquanto Brasil e México continuam sendo nossas prioridades centrais, onde concentramos a maior parte de nossos recursos e esforços de execução, também vemos uma oportunidade transformadora nos EUA”, disse Vélez em teleconferência realizada em novembro.

A expansão enfrentará alguns obstáculos nos EUA, porque o mercado bancário lá é muito menos concentrado do que no Brasil, onde o modelo de negócios do Nubank prosperou inicialmente. O sistema de pagamentos instantâneos Pix também contribuiu para popularizar os bancos digitais na maior economia da América Latina, facilitando a movimentação de dinheiro por canais digitais.

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Junqueira afirmou em outubro que a unidade nos EUA inicialmente terá como público os expatriados latino-americanos, mas também a população geral dos EUA insatisfeita com seus bancos. Ela supervisionará a operação americana assim que estiver estabelecida.

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