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Oi divulga prejuízo de R$ 3,4 bi e ação cai até 10%

Resultado do segundo trimestre representa uma piora da empresa de 18% em relação ao mesmo período do ano passado.

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OI

A operadora de telecomunicações Oi (OIBR3; OIBR4), em recuperação judicial, registrou no segundo trimestre deste ano prejuízo líquido consolidado de R$ 3,409 bilhões no critério atribuído aos controladores. O dado é 118,7% pior do que no mesmo intervalo do ano passado. Após a notícia, a ação ordinária da companhia chegou a recuar até 10%. Por volta de 14h, desvalorizava mais de 6%, negociada em R$ 2,39.

MAIS: Ação da Oi: mico ou oportunidade para o investidor?

Em informe de resultados na madrugada desta sexta-feira (14), a operadora explica que compõem o número o resultado operacional antes do resultado financeiro e dos tributos (Ebit) negativo em R$ 366 milhões (maior que o negativo de R$ 298 milhões no mesmo período do ano passado), o resultado financeiro líquido também negativo, de R$ 3,127 bilhões (127% pior), além de uma despesa de Imposto de Renda e Contribuição Social de R$ 1 milhão.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado de rotina da companhia caiu 15%, para R$ 1,359 bilhão, e a margem ficou em 29,9% ante 31,4% há um ano.

A receita líquida consolidada foi de R$ 4,544 bilhões, 10,8% menor do que no mesmo período do ano passado. Na operação Brasil somou R$ 4,490 bilhões, queda de 11,0%, ao passo que as operações internacionais (África e Timor Leste) cresceram 19,7% para R$ 54 milhões.Lu

Queda na receita de serviços

A receita líquida de serviços da Oi diminuiu 10,5% no segundo trimestre de 2020 quando comparado com o mesmo período de 2019, chegando a R$ 4,478 bilhões. A operadora sofreu deterioração em todas as suas linhas de receita no período: residencial (-14,8%), móvel (-5,0%) e B2B (-10,8%).

A companhia também viu a sua base de clientes encolher 6,3% no período, chegando a 52,3 milhões. As perdas foram sentidas em todos os segmentos: residencial (-15,9%), móvel (-2,1%) e B2B (-1,3%).

Em sua apresentação de resultados, a companhia informou que a queda mais acelerada na receita se deu pelos efeitos da pandemia e das políticas de confinamento. Mas não foi só isso.

A perda de faturamento também refletiu a estratégia de cessar investimentos sem serviços de tecnologia desatualizada, casos de telefone e banda larga por cobre, e TV por assinatura via satélite (DTH).

Expansão de fibra ótica e pós pagos

Essas perdas foram parcialmente compensadas pela expansão dos segmentos que se tornaram o foco dos novos investimentos – banda larga por fibra ótica, serviços de TI e celulares pós pagos.

A receita de voz e banda larga por cobre caiu 31,2%, para R$ 957 milhões; TV DTH baixou 13,3%, para R$ 371 milhões; enquanto a receita dos serviços por fibra cresceu 550%, para R$ 255 milhões. A receita com pré-pago despencou 17,7%, para R$ 635 milhões, e a de pós-pago subiu 6,5%.

No campo das despesas operacionais de rotina, a Oi reportou queda de 8,8% no trimestre, chegando a R$ 3,185 bilhões. Os cortes mais relevantes ocorreram nas despesas com pessoal (-9,3%), serviços de terceiros (-11,7%) e manutenção de rede (-14,8%).

*Estadão Conteúdo

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