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Opep+ sinaliza aumento simbólico da produção após saída dos Emirados Árabes

Decisão dos Emirados de deixar o cartel, após divergências sobre cotas, força rearranjo interno na Opep+

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A Opep+ deve concordar com outro aumento simbólico da produção para junho, no primeiro movimento do grupo desde a saída surpresa dos Emirados Árabes, disseram três delegados.

Sete grandes países liderados por Arábia Saudita e Rússia provavelmente vão adicionar 188 mil barris por dia à meta de produção durante uma videoconferência no domingo (3), disseram dois dos delegados, embora não consigam implementar a medida com o Estreito de Hormuz bloqueado. Os delegados da Opep+ pediram para não ser identificados, já que as discussões são privadas.

O grupo continua o processo, ao menos no papel, de restaurar a produção interrompida há vários anos, que já estava em andamento antes da eclosão da guerra. A Opep+ está se ajustando à perda inesperada de um membro de longa data, os Emirados Árabes Unidos, que deixaram a organização na terça-feira após anos de frustração com as restrições à sua produção.

A guerra no Irã fechou na prática o Estreito de Hormuz, forçando exportadores do Golfo Pérsico a interromper grandes volumes de produção. Aumentar as cotas agora pode ser útil no futuro, quando o conflito terminar e os países retomarem a produção. A Reuters noticiou primeiro o possível aumento de produção pela Opep+ na quarta-feira.

O vice-primeiro-ministro da Rússia, Alexander Novak, disse que a decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a Opep não levará a uma guerra de preços iminente, já que o conflito com o Irã limitou a capacidade dos produtores de ampliar a oferta, segundo a agência Interfax.

Com autoridades dos Emirados já sinalizando planos de aumentar a produção, há preocupação de que a saída do país possa, no futuro, abrir caminho para uma disputa por participação de mercado.

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