A aprovação pelo conselho veio após uma reavaliação que apontou que o projeto deve gerar mais valor do que o capital investido – o chamado Valor Presente Líquido (VPL) positivo, segundo a companhia, um ponto sensível em um segmento historicamente criticado por destruir valor dentro da estatal.
A planta, com previsão de início de operação em 2029, já esteve no radar de ser vendida e, em 2022, chegou a ser negociado com o grupo russo Acron, operação que acabou não avançando por conta do início da Guerra da Ucrânia.
A retomada marca uma inflexão na estratégia da Petrobras, que havia deixado o setor após anos de baixa rentabilidade. Agora, o movimento se insere em uma agenda mais ampla de redução da dependência externa do país.
Hoje, o Brasil importa cerca de 90% dos fertilizantes que consome, uma vulnerabilidade que ganhou relevância após choques recentes de oferta no mercado global.
A unidade terá capacidade para produzir cerca de 3,6 mil toneladas por dia de ureia e 2,2 mil toneladas de amônia, insumos essenciais para o agronegócio.
Apesar do aval técnico, a decisão reacende o debate sobre o papel da Petrobras e o equilíbrio entre retorno financeiro e investimentos considerados estratégicos.
