Segundo a companhia, a operação envolve a aquisição de ativos rurais ligados à produção de frangos de corte e consolida sob gestão direta estruturas que já abasteciam a Seara. As duas unidades forneciam ovos férteis e aves destinadas ao abate — por isso, a transação é descrita como uma internalização do fornecimento, sem ampliação da capacidade produtiva já existente.
De acordo com reportagem do Estadão, no formulário encaminhado ao Cade, o grupo controlador afirma que a compra pode otimizar a atuação na cadeia de frango de corte ao ampliar o controle sobre qualidade e custos, especialmente na etapa do ovo fértil.
Já a Céu Azul diz que a venda faz parte de uma reorganização do portfólio e de uma realocação de capital para frentes consideradas prioritárias, além de ajudar a otimizar sua estrutura financeira.
As empresas sustentam que há pouca sobreposição entre as atividades e que a integração vertical resultante é limitada, motivo pelo qual pedem análise em procedimento sumário e aprovação sem restrições.
A transação reforça o movimento da JBS de avançar em diferentes elos da cadeia de proteínas. Em 2025, a companhia entrou de forma mais direta no segmento de ovos ao adquirir 50% da Mantiqueira Brasil, uma das maiores produtoras da América do Sul.
