A maior parte da capitalização – que conta ainda com recursos da JSP Participações, veículo de investimento da família Simões, fundadora do grupo – será destinada à própria Simpar, que poderá levantar até R$ 2 bilhões, com emissão de ações a R$ 11,24 cada.
Já a Movida pretende captar até R$ 750 milhões, ao preço de R$ 11,72 por ação, enquanto a Vamos poderá receber até R$ 600 milhões, com papéis emitidos a R$ 3,85. O valor final da operação dependerá do volume efetivamente subscrito pelos investidores.
A BNDESPar, que fará o maior investimento, poderá aportar até R$ 1,35 bilhão nas três operações, sendo até R$ 680 milhões na Simpar, R$ 375 milhões na Movida e R$ 300 milhões na Vamos.
Em paralelo, o banco de fomento ganha a opção de adquirir R$ 112,2 milhões em ações da JSL, empresa de logística do grupo, com limite de até 5% do capital da companhia, hoje avaliada em R$ 2,2 bilhões. “A operação reforça a confiança no nosso modelo de gestão e no potencial de geração de valor nos setores de logística, mobilidade e infraestrutura”, disse o CEO da Simpar, Fernando Simões.
Os preços de emissão representam desconto em relação às cotações de fechamento desta quinta-feira (5). As ações da Simpar encerraram o pregão a R$ 11,83, enquanto a Movida fechou a R$ 13,33 e Vamos a R$ 4,28.
Segundo a companhia, os aportes devem reforçar a estrutura de capital das empresas e reduzir o custo de financiamento do grupo. No fim do terceiro trimestre de 2025, a Simpar tinha dívida líquida de cerca de R$ 3,2 bilhões e caixa de R$ 2,9 bilhões.
Considerando a dívida consolidada de todo o grupo, o endividamento líquido estava próximo a R$ 43,2 bilhões, o que representa uma alavancagem próxima de 3,5 vezes o resultado operacional (Ebitda) ajustado dos últimos 12 meses.
