O Spotify vai começar a vender livros físicos (capa dura e brochura) para assinantes premium nos Estados Unidos e no Reino Unido a partir de março, segundo reportagem do The Wall Street Journal. A empresa não divulgou quando (ou se) levará a iniciativa para outros países.
É um passo para transformar o Spotify em uma “prateleira completa” — áudio + compra do impresso — e disputar um pedaço do ecossistema em que a Amazon é dominante (livros e também audiolivros, via Audible).
O Spotify está mirando o leitor “multiformato” — quem alterna entre ler e ouvir o mesmo título — em vez de tratar audiolivro como um produto isolado. O número de usuários de audiolivros no Spotify aumentou 36% ao longo de de 2024 e2025. As horas consumidas subiram 37%, de acordo com a empresa.
A companhia lançou seu catálogo de audiolivros em 2022: começou vendendo títulos avulsos para usuários nos EUA e, no ano seguinte, passou a incluir 15 horas mensais de escuta para assinantes premium em alguns países, com a possibilidade de comprar tempo adicional.
O serviço vai funcionar em parceria com a em parceria com a Bookshop.org, plataforma que compartilha parte dos lucros com livrarias independentes. Pelo desenho do acordo, a Bookshop.org ficará responsável por definir os preços ao consumidor, manter o estoque e fazer a entrega. Já o Spotify receberá uma comissão (não divulgada) sobre as compras concluídas no app.
Para “costurar” melhor a experiência entre formatos, o Spotify também vai lançar um recurso chamado “Page Match”, que permite sincronizar audiolivros com o livro físico (ou e-book): o usuário escaneia uma página com o celular e o app encontra o ponto exato na versão em áudio.
A aposta está em um comportamento que vem ganhando força, segundo o fundador da Bookshop.org: gente que lê à noite e, no dia seguinte, continua a história ouvindo no caminho para o trabalho.