A mineradora confirmou que ocorreu um segundo extravasamento de água com sedimentos durante o fim de semana em suas operações na região, mas não houve feridos, e a população e as comunidades próximas não foram afetadas.
A Vale destacou que os incidentes não envolvem suas barragens de rejeitos, que permanecem estáveis e seguras, sendo monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana. Segundo a empresa, os extravasamentos não terão impacto na produção, já que se tratou apenas de água com sedimentos, sem carreamento de rejeitos de mineração.
A companhia afirmou que as causas dos incidentes estão sendo investigadas e que os aprendizados serão incorporados aos planos de gestão de chuvas. O Ministério de Minas e Energia solicitou “medidas rigorosas” do órgão regulador, incluindo a suspensão das operações, se necessário, enquanto o governo de Minas Gerais identificou danos ambientais em um rio próximo e ordenou a Vale a tomar medidas emergenciais, incluindo limpeza da área e monitoramento do curso de água.
A Vale reforçou que seus guidances permanecem inalterados, e que a suspensão das operações nas duas unidades — cuja produção combinada é de cerca de 8 milhões de toneladas por ano, ou 2,4% do volume médio do guidance da empresa para 2026 — é provisória.
Analistas apontam que a decisão é vista como negativa para o mercado, embora a mineradora tenha mantido suas projeções. Os incidentes ocorrem sete anos após o colapso da barragem de Brumadinho em 2019, e a água da mina Fábrica atingiu áreas da CSN Mineração na unidade Pires. Em setembro de 2025, a Vale anunciou investimentos de 67 bilhões de reais (US$ 12,3 bilhões) em melhorias de segurança nas minas de minério de ferro no Brasil.
