“Seria um grande erro enviar esses chips”, disse Amodei em entrevista ao editor-chefe da Bloomberg, John Micklethwait, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. “Acho isso uma loucura. É um pouco como vender armas nucleares para a Coreia do Norte.”
O presidente dos EUA, Donald Trump, está flexibilizando a proibição à exportação de chips avançados de IA para a China, marcando uma mudança significativa em relação à política que buscava impedir que Pequim e suas Forças Armadas desenvolvessem inteligência artificial usando tecnologia americana. A medida representa uma grande vitória para a Nvidia, que argumenta que a China desenvolverá alternativas domésticas caso a restrição seja mantida.
Introduzido há mais de dois anos, o H200 seria o chip de IA mais avançado autorizado legalmente para exportação a clientes chineses. A Nvidia vende nos EUA a geração mais avançada Blackwell e se prepara para migrar para uma família ainda mais rápida de chips, batizada em homenagem à astrônoma Vera Rubin. As vendas desses processadores continuarão restritas por razões de segurança nacional.
A rival da Nvidia na fabricação de chips de IA, Advanced Micro Devices Inc. (AMD), também busca autorização para vender na China seu chip MI325X.
A China ainda está atrás no desenvolvimento de IA e tem sido limitada pelo embargo a chips, disse Amodei.
No passado, Amodei instou o governo Trump a manter as restrições de chips à China. No ano passado, em Davos, afirmou estar preocupado com “cenários de 1984, ou piores”, em referência ao romance distópico de George Orwell sobre o totalitarismo.