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Investnews Entrevista

40% das empresas estão em dificuldade, mas não fecharam

Diretor e analista do Sebrae Nacional falam do cenário para PME.

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As micro, pequenas e médias empresas sentiram o impacto da pandemia do coronavírus, mas o número de negócios que acabam fechando segue caindo. É o que contam Bruno Quick, diretor técnico do Sebrae Nacional, e Rafael Moreira, economista e analista técnico da unidade de competitividade.

Pesquisas feitas pelo Sebrae no início da pandemia apontavam que os pequenos empresários calculavam que teriam fôlego para ficar de 20 a 40 dias sem funcionar – um prazo bem menor do que a duração das medidas restritivas impostas por causa do coronavírus.

Nesse cenário, a “resiliência” das empresas foi uma surpresa positiva, segundo Quick. “40% das empresas estão em grande dificuldade, mas não encerraram. Diziam que tinham até 40 dias de fôlego, mas aguentaram 8 meses, estão vivas, lutando”, afirma o diretor.

Os entrevistados destacaram ainda o forte aumento da abertura de novos negócios durante a pandemia, especialmente no modelo de Microempreendedor Individual (MEI). Puxado pelo aumento do desemprego, o empreendedorismo por necessidade cresceu muito mais que o de oportunidade – o que indica que as pessoas que perderam renda na crise e precisaram criar o próprio trabalho são maioria entre os novos empreendedores.

Inovar deixou de ser escolha

Além das pessoas que abriram um negócio durante a pandemia, muitos empresários que já estavam no mercado precisaram buscar formas de remodelar o negócio à nova realidade. Por isso, Quick conta que houve um “aumento expressivo na busca por orientação do Sebrae” durante a pandemia. “Deve crescer em 70% o número de matrículas em cursos”, aponta.

Os dados do Sebrae também apontam que as empresas que buscaram adaptações durante a pandemia sofreram menos que as que permaneceram no mesmo modelo de negócios de antes da crise. “As empresas que lançaram um produto ou serviço novo na pandemia tiveram uma margem de faturamento quase 10 pontos percentuais acima das que não lançaram”, contou Moreira.

Os dois acreditam que é possível ver com otimismo as perspectivas de recuperação do cenário para as empresas, graças a fatores como o processo de digitalização que “veio para ficar”, como apontou Moreira. Quick complementa com outros dados que considera positivo, como a quantidade de empresas com contas em atraso caindo de cerca de 40% para a casa dos 30%.

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