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Menos Coca-Cola? CEO brasileiro aposta em diminuir quantidade para não sumir da mesa

Fabricante amplia oferta de bebidas em tamanhos menores nos Estados Unidos; CEO demonstra otimismo com nova linha de bebidas do McDonald's

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O novo CEO da Coca-Cola, o brasileiro Henrique Braun, tem um número mágico: 1,25.

Esse é o volume, em litros, de Coca-Cola — ou outras bebidas — que, segundo ele, atinge o ponto ideal para consumidores mais sensíveis ao preço. Braun, que assumiu o comando da companhia em 31 de março, vê esse tamanho, junto com a expansão das vendas de latinhas menores, como “uma opção que cabe na renda disponível diária” dos consumidores.

Os consumidores americanos voltaram a demonstrar fragilidade. O índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan caiu ao nível mais baixo da história da pesquisa, pressionado pela guerra no Irã, pela inflação persistente e por um mercado de trabalho mais fraco.

Para Braun, isso intensifica desafios já existentes, como manter as marcas da Coca-Cola relevantes para novas gerações, em um cenário em que menos americanos consomem refrigerantes e estão mais cautelosos com gastos.

Na terça-feira (28), a Coca-Cola reportou lucro maior no primeiro trimestre, impulsionado por um aumento de 12% nas vendas — acima das expectativas dos analistas.

O The Wall Street Journal conversou com Braun sobre acessibilidade, humor do consumidor e a relação de décadas da empresa com o McDonald’s, enquanto a rede lança uma nova linha de bebidas.

WSJ: O que você tem ouvido dos consumidores sobre acessibilidade?

Henrique Braun: Se eles estão pressionados na renda disponível do dia a dia, precisamos encontrar formas de chegar até eles. Nossa estratégia sempre foi oferecer isso com a melhor combinação de embalagem e arquitetura de preços, em vez de simplesmente reduzir preços ou recorrer a descontos ao longo do tempo.

Na América do Norte, por exemplo, vimos o sucesso das latinhas menores e dos multipacks, e levamos o pacote individual de mini latas para lojas de conveniência, que agora se torna o principal ponto de entrada em preço para os consumidores.

Também lançamos a embalagem de 1,25 litro. Esse formato é a porta de entrada para consumo em casa. Permite ao consumidor fazer uma escolha que cabe no seu orçamento diário.

Igualmente importante é a estratégia de premiumização. Voltando à América do Norte — onde tivemos crescimento de 4% em volume — seguimos vendo uma combinação de categorias que funciona bem ao longo do tempo.

WSJ: O McDonald’s anunciou recentemente uma linha de refrigerantes especiais e bebidas energéticas, incluindo opções com Red Bull. Qual sua visão, como parceiro de longa data?

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Braun: A parceria de longa data com o McDonald’s continua excelente. Fizemos parte do trabalho que eles vêm desenvolvendo. Temos Sprite Berry Blast e Sprite Lunar Splash [na linha].

No fim do dia, bebidas estão ganhando mais espaço e mais ocasiões de consumo. Continuamos sendo um grande vencedor? Sim.

Como fazemos com todos os nossos clientes, respeitamos suas decisões, mas sempre buscamos continuar sendo o principal fornecedor de todas as opções de bebidas para os consumidores — e não é diferente com o McDonald’s. É uma das parcerias mais duradouras do mundo.

WSJ: Como a empresa pretende usar inteligência artificial para alcançar consumidores ou automatizar operações?

Braun: Já trabalhamos com IA desde as primeiras versões de machine learning até agora, com a IA generativa. Na criação de campanhas, nos últimos anos, usamos IA generativa na campanha de Natal — com uma fração do custo e muito mais rápido do que antes.

Com o uso de IA, conseguimos utilizar nossos dados com os engarrafadores e sugerir pedidos digitais que indicam o próximo item com maior chance de sucesso para cada canal.

Ainda há muito espaço para evoluir, mas estamos muito animados e acreditamos que isso pode ser um grande diferencial para nós no futuro.

Escreva para Laura Cooper em laura.cooper@wsj.com

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