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Com a Selic ainda alta, seria uma boa comprar CDB prefixado de 18 meses?

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Pergunta de Fabio Breder: “Seria uma boa comprar CDB prefixado 18 meses? Aproveitando a Selic nas alturas.”

Crédito: Twenty20photos

Resposta de Ariel Fernandes* : “Um CDB garante a compra de dívidas de diversas instituições financeiras. É um fato que a taxa Selic se encontra em patamares elevados, e nos resta analisar as oportunidades que são geradas nesse contexto.

Antes de comprarmos um CDB prefixado, precisamos entender quais riscos estão ligados à operação. Não é simplesmente o fato de a Selic estar estacionada que significa que vamos obter bons rendimentos, afinal de contas os juros estão ligados ao risco fiscal de um país e, cá entre nós, o Brasil é líder em dar sustos com seu quadro fiscal.

Então, uma vez que entendemos o cenário atual, podemos achar sim hoje boas oportunidades de CDB prefixado de 18 meses. Isso porque vamos analisar e explorar as marcações a mercado. E aqui podendo já citar o caso da Silicon Vale Bank (SVB), que justamente estava tão exposto em títulos prefixados com um patamar de juros tão baixo nos EUA que, ao ignorar o risco fiscal do país, nas primeiras elevações dos juros teve seus trabalhos encerrados por default.

E por que citamos esse cenário? A resposta é que vivemos exatamente o quadro contrário, em que a Selic possui sua curva para baixo, e os preços dos prefixados ficam mais caros, porém pagando menos juros. Então, a cada dia que se passa, uma nova oportunidade de se expor está sendo desperdiçada, pois os juros precificam cada vez mais para baixo, jogando os preços dos títulos para cima e os juros que se pagam para baixo.

A conclusão é que, se formos avaliar um título para carregar até seu vencimento, vivemos os melhores momentos de exposição. E não o contrário, com atenção especial na marcação a mercado, para não ser surpreendido no curto prazo com juros mais altos de forma momentânea, vistos como ruídos temporários.”

* Ariel Fernandes é especialista em investimentos e trader.

*As informações neste artigo são de inteira responsabilidade do autor e não do InvestNews e das instituições com as quais ele possui ligação. Envie sua pergunta para pautas@investnews.com.br

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