Economia
Acordo de trégua entre Israel e Hamas prevê libertar parte de prisioneiros
Cessar-fogo de quatro dias prevê a libertação de reféns em Gaza em troca de palestinos mantidos em prisões israelenses e permite a entrada de ajuda humanitária e combustível no enclave sitiado.
O Hamas disse nesta quarta-feira (22) que concordou com Israel para um cessar-fogo de quatro dias que prevê a libertação de reféns em Gaza em troca de palestinos mantidos em prisões israelenses e permite a entrada de ajuda humanitária e combustível no enclave sitiado.
O Hamas afirmou em uma nota que libertará 50 mulheres e crianças – dentre os cerca de 240 reféns capturados pelos militantes em seu ataque de 7 de outubro em Israel – em troca da libertação de 150 mulheres e crianças palestinas.
O acordo, mediado pelo Catar e pelo Egito, permitirá que centenas de caminhões de ajuda humanitária, médica e de combustível entrem em Gaza, disse o grupo. Todas as atividades aéreas israelenses no sul de Gaza serão interrompidas por quatro dias, enquanto o tráfego aéreo no norte, o foco inicial do ataque terrestre de Israel, será interrompido das 10h às 16h, horário local, segundo o Hamas.
“Ao anunciarmos a assinatura de um acordo de trégua, afirmamos que nossos dedos permanecem no gatilho, e nossos combatentes vitoriosos permanecerão atentos para defender nosso povo e derrotar a ocupação”, disse o Hamas.
Um mediador do Catar afirmou que o país esperava que o acordo levasse a um cessar-fogo permanente.
Israel, em uma declaração separada confirmando o acordo, disse que a pausa nos combates seria estendida por mais um dia para cada 10 reféns adicionais libertados. O Hamas não mencionou nenhum acordo desse tipo.
“O governo de Israel está comprometido com o retorno de todos os reféns para casa. Aprovou o acordo proposto como a primeira etapa para atingir esse objetivo”, disse o gabinete do primeiro-ministro de Israel.
Os bombardeios israelenses arrasaram áreas da Faixa de Gaza governada pelo Hamas, mataram 13.300 pessoas no pequeno enclave densamente povoado e deixaram cerca de dois terços de seus 2,3 milhões de habitantes desabrigados, de acordo com as autoridades de Gaza.
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