Finanças

Dólar fecha no menor valor em 40 dias, em R$ 5,11

Otimismo no cenário global e reforma ofuscam a piora na tensão entre China e EUA, enfraquecendo a moeda dos EUA.

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O dólar acelerou a queda frente ao real após chegar à mínima de R$ 5,0883 nesta quarta-feira (22). O pacote de ajuda fiscal europeu, as negociações por novos estímulos nos EUA e avanços em vacinas contra o coronavírus ajudam a enfraquecer a moeda e pesam mais que a piora na tensão entre EUA e China.

A moeda norte-americana terminou o dia com recuo de 1,86%, negociada em R$ 5,1143. A última vez que o dólar fechou abaixo deste patamar foi no dia 12 de junho, quando encerrou cotado em R$ 5,04.

O real valoriza mais que outras moedas emergentes, também com investidores reagindo à proposta do governo federal de reforma tributária enviada ontem ao Congresso Nacional. O texto prevê unificar PIS e Cofins em um único tributo com alíquota de 12%.

Os EUA exigiram nesta quarta que a China feche seu consulado em Houston (Texas), levando Pequim a ameaçar com retaliações se Washington não reverter a decisão. A China está considerando ordenar o fechamento do consulado dos EUA na cidade de Wuhan, segundo fonte com conhecimento direto do assunto disse à agência Reuters.

Na abertura, os sinais foram mistos no mercado de câmbio, com o contrato futuro de agosto em alta, refletindo ajustes após o fechamento ontem a R$ 5,1745, em reação à proposta de reforma tributária, que saiu depois do fechamento do mercado à vista, a R$ 5,2113.

Desmontando posições

Investidores estão desmontando posições na moeda, tanto nos contratos a termo (mercado de balcão) quanto nos minicontratos de dólar, afirma Jefferson Rugik, CEO da corretora Correparti. “Tem tido fluxo de entrada dos últimos IPOs, mas o que trouxe o dólar para os níveis de R$ 5,10 foi o desmonte de posições no mercado futuro”, afirma Rugik.

O gerente de Tesouraria do Banco da China no Brasil, Jayro Rezende, diz que a moeda americana amplia a queda recente, refletindo mudança de humor do investidor local com notícias internacionais. “As apostas contra o real estão se desfazendo um pouco, em um cenário de mais negociação entre governo e Congresso, que ajuda a tirar a pressão”, avalia.

*Com Estadão Conteúdo

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