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As criptomoedas para enfrentar abril, segundo analistas

A sugestão é manter exposição às chamadas criptos “blue chips”, que tendem a ter mais fôlego para enfrentar momentos de maior volatilidade

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Março terminou sem grandes emoções para o bitcoin e as principais criptomoedas. Pressionado por conflitos geopolíticos e juros elevados nos Estados Unidos, o BTC encerrou o mês com leve alta de 1,81%, ainda abaixo da marca psicológica dos US$ 70 mil. Já o ethereum (ETH) subiu quase 7%, recuperando apenas parte das perdas de quase 20% registradas em fevereiro.

A expectativa é que abril siga marcado por incertezas. A situação no Oriente Médio continua instável, e não há sinais de cortes de juros no curto prazo na maior economia do mundo. Nesse cenário, analistas recomendam manter exposição às chamadas criptos “blue chips”, que tendem a ter mais fôlego para enfrentar momentos de maior volatilidade.

Bitcoin, o “porto seguro”

O bitcoin aparece como o principal ativo do setor, apoiado por seu histórico, fundamentos e alta liquidez.

“Em abril, o bitcoin tende a funcionar como ‘porto seguro’ dentro do universo cripto, sendo o ativo que absorve movimentos de aversão a risco e serve como ponto de equilíbrio em períodos de maior volatilidade”, disse Julián Colombo, diretor sênior de políticas públicas e estratégia para a América do Sul na Bitso.

Em relatório, o BTG Pactual destaca que o BTC tem mostrado resiliência relativa frente a outras classes de ativos. Desde o início do conflito em 28 de fevereiro, segundo a casa, a criptomoeda acumula alta de 4%, enquanto o S&P 500 recua 4% e o ouro cai 11,5%, mostrando que o “ativo tem reagido melhor mesmo em um ambiente macro mais desafiador”.

As criptos da tokenização

As principais criptomoedas de contratos inteligentes – programas que se autoexecutam quando determinadas condições são cumpridas – também seguem presentes nas carteiras recomendadas. Isso porque funcionam como base para a tokenização, o processo de transformar ativos em tokens na blockchain, tema que tem ganhado tração entre investidores institucionais.

Para Guilherme Fais, head de finanças da NovaDAX, o ethereum segue como peça central da infraestrutura cripto, com expectativa de maior uso em aplicações ligadas à tokenização e às finanças descentralizadas.

Já a solana (SOL) mantém níveis elevados de atividade, sustentando a narrativa de crescimento e adoção. “Em cenários de maior apetite por risco, o ativo tende a capturar fluxo com mais intensidade, sendo frequentemente associado a movimentos mais acelerados dentro do mercado”, falou.

Um pouco de cripto dólar

As stablecoins atreladas ao dólar também aparecem como peça-chave da infraestrutura financeira baseada em blockchain, especialmente a USDC, emitida pela Circle, por causa de crescimento em pagamentos internacionais, operações corporativas e tokenização de ativos.

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“Em muitos ciclos, o aumento da capitalização de stablecoins antecede movimentos mais amplos de mercado, tornando o ativo relevante para acompanhar o fluxo de capital dentro do setor”, disse Marcelo Person, crypto treasury & markets director da exchange Foxbit.

DeFi no radar

O mercado de finanças descentralizadas (DeFi) – que reúne protocolos de empréstimos e outras soluções financeiras – também aparece nas carteiras dos investidores.

Segundo o BTG Pactual, o aave (AAVE) se destaca nesse segmento. A plataforma é considerada “líder para empréstimos descentralizados, com reputação consolidada por sua segurança, liquidez e inovação, permitindo empréstimos e depósitos sem a necessidade de agentes intermediadores”, disse a equipe do banco.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h50.

Bitcoin (BTC):  -3,18%, US$ 66.354,62

Ethereum (ETH): -4,68%, US$ 2.034,11

BNB (BNB): -5,58%, US$ 580,47

XRP (XRP): -3,87%, US$ 1,30

Solana (SOL): -5,71%, US$ 78,52

Outros destaques do mercado cripto

B3 entra no jogo preditivo. A B3 deu seu primeiro passo no mercado preditivo (de apostas). A bolsa anunciou o lançamento de contratos de eventos ligados ao futuro do bitcoin e ao bitcoin à vista, além de outros ativos. O que é isso? Na prática, são instrumentos que permitem ao investidor negociar a probabilidade de um determinado evento acontecer, por meio do preço do contrato – que varia de R$ 0 a R$ 100.

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Gigante de Wall Street avança em cripto. Tem gestora gigante entrando de vez no mercado cripto. A Franklin Templeton, que administra US$ 1,7 trilhão, lançou uma divisão dedicada ao setor, a Franklin Crypto. A nova unidade mira investidores institucionais (os cheios de grana) e nasce para consolidar estratégias líquidas, apostando em gestão ativa de moedas digitais. Vale notar: a casa já tem cerca de US$ 1,8 bilhão sob gestão em cripto.

Ataque drena US$ 280 mi de plataforma cripto. Vez ou outra rola um hack no mercado cripto. Dessa vez, um ataque drenou cerca de US$ 280 milhões da Drift, plataforma de trading construída na rede Solana (SOL). Foi um dos maiores exploits (quando alguém explora uma falha do projeto) já vistos no DeFi. A empresa pausou as operações e afirma que está trabalhando com exchanges, bridges (protocolos que conectam redes) e autoridades para rastrear e tentar congelar os valores.

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