A americana Strategy, a maior delas, adquiriu 22.337 bitcoins (cerca de US$ 1,6 bilhão), enquanto a Bitmine adicionou 60.999 ETH (aproximadamente US$ 140 milhões) ao portfólio.
Nas mesas OTC – onde as negociações ocorrem fora do livro de ofertas – o fluxo institucional dominou o volume, principalmente nos criptoativos mais conhecidos.
“A pressão inicial de venda do mercado de baixa parece ter ficado para trás, mas ainda precisamos de confirmação antes de falar em mudança de ciclo”, disse Jasper de Maere, estrategista e trader OTC da Wintermute, em nota publicada ontem.
De olho na guerra e nos juros
Apesar do movimento positivo, o cenário ainda exige cautela. O conflito no Irã segue no radar, e o Estreito de Hormuz – por onde passa cerca de 20% do petróleo global – continua com restrições, pressionando os preços da commodity.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que trabalha, com apoio de outros países, para reabrir a rota.
Além disso, o mercado acompanha a decisão de juros nos Estados Unidos, prevista para amanhã. Segundo a ferramenta CME FedWatch, que mede as expectativas dos investidores, 99,1% apostam que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve manter a taxa no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano.
Juros elevados tendem a pressionar ativos de risco, como criptomoedas. Já cortes costumam favorecer esse tipo de investimento, ao reduzir a atratividade da renda fixa.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h20.
Bitcoin (BTC): +0,65%, US$ 74.045,11
Ethereum (ETH): +2,49%, US$ 2.327,22
XRP (XRP): +2,71%, US$ 1,51
BNB (BNB): -1,40%, US$ 667,70
Solana (SOL): +0,10%, US$ 93,66
Outros destaques do mercado cripto
Brasileiros vão às compras na queda. Os brasileiros aproveitaram a queda da semana passada para encher o carrinho de fundos cripto. Entre 9 e 13 de março, foram US$ 2,5 milhões (R$ 13,1 milhões) em cotas de produtos atrelados a ativos digitais, acompanhando o movimento global. No mundo, esses fundos captaram US$ 1,06 bilhão (R$ 5,5 bilhões), sinalizando que investidores institucionais – grandes fãs desse tipo de veículo – voltaram às compras.
Cripto no IR: quase tudo igual. A Receita Federal divulgou as regras do Imposto de Renda 2026 – e, no caso de cripto, quase nada mudou. Os ativos continuam sendo declarados na ficha de Bens e Direitos, e a obrigatoriedade vale para quem tem mais de R$ 5 mil por tipo de moeda digital. A novidade é que esses dados passam a aparecer também na declaração pré-preenchida, que já traz informações automaticamente para o contribuinte.
Banco minerando bitcoin? Um comentário chamou atenção em um evento cripto nesta semana. Um executivo da OranjeBTC, maior tesouraria cripto do Brasil, disse que bancos brasileiros estão buscando a empresa para estruturar produtos ligados ao bitcoin. Mas o mais curioso veio depois: segundo ele, um banco local já minera bitcoin – e nunca revelou isso publicamente. Agora, claro, todo mundo quer saber qual é.
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