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Bitcoin mantém estabilidade, mas inflação dos EUA preocupa mercado

A inflação americana alcançou 3,8% em abril, impulsionada principalmente pela alta dos preços de energia

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O bitcoin (BTC) opera praticamente estável na manhã desta quarta-feira (13), na faixa dos US$ 80 mil. Entre as principais criptomoedas do mercado, o ethereum (ETH) avança, enquanto a solana (SOL) registra pequena queda.

Apesar do movimento lateral, o mercado segue pressionado. Isso porque a inflação dos Estados Unidos, divulgada ontem pelo Departamento do Trabalho do país, alcançou 3,8% em abril, impulsionada principalmente pela alta dos preços de energia em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. É o maior patamar em três anos.

Na prática, uma inflação mais alta na maior economia do mundo reforça a expectativa de juros elevados por mais tempo. Se no fim de 2025 o mercado projetava dois ou três cortes nas taxas ao longo deste ano, agora já há investidores apostando que eles podem nem acontecer.

Juros altos costumam ser negativos para as criptomoedas porque tornam os títulos do Tesouro americano mais atrativos. A lógica é simples: se os papéis considerados mais seguros do mundo oferecem retornos elevados, o interesse por ativos de maior risco tende a diminuir.

“Apesar de seguir resiliente acima da região de US$ 80 mil, o ambiente macro ficou mais pesado para os criptoativos. Inflação forte, yields americanos no maior nível desde julho, dólar em sequência de alta e petróleo ainda elevado reduzem o apetite por risco no curtíssimo prazo”, afirma André Franco, CEO da Boost Research.

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No front geopolítico, as negociações envolvendo um possível acordo para encerrar o conflito entre Irã e Estados Unidos seguem travadas. De um lado, o país do Oriente Médio pressiona para que sua proposta seja aceita. Do outro, os americanos afirmam que a trégua continua em estado crítico.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h00.

Bitcoin (BTC):  +0,15%, US$ 80.797,64

Ethereum (ETH): +1,02%, US$ 2.307,43

BNB (BNB): +2,94%, US$ 680,29

XRP (XRP): +0,58%, US$ 1,45

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Solana (SOL): -0,27%, US$ 94,77

Outros destaques do mercado cripto

Proibição e multa. Para trabalhar com cripto, tem que estar dentro dos conformes. Mas isso nem sempre acontece. Aí tudo desanda. O Banco Central proibiu o Banco Topázio de realizar operações de câmbio envolvendo criptomoedas. A autoridade identificou movimentações de US$ 1,7 bilhão feitas por meio de 15 CNPJs sem a adoção dos procedimentos exigidos pela regulação. Além de suspender as operações, a autoridade monetária aplicou uma multa de R$ 16,28 milhões.

Contratos privados com cripto. Tem um novo projeto de lei sobre cripto circulando na Câmara dos Deputados. O texto propõe a criação do Estatuto da Liberdade dos Ativos Virtuais. Na prática, a ideia é reconhecer a validade de contratos privados que prevejam pagamento, liquidação ou indexação de obrigações em criptomoedas. Agora, resta acompanhar se a proposta ganha tração no Congresso.

O Pix, a inveja boa e a tokenização. Está rolando nesta semana, em Nova York, a Brazil Week, espécie de vitrine de negócios do Brasil no exterior. E o Pix acabou virando assunto por lá. Larry Fink, CEO da gigante BlackRock, disse sentir uma “inveja” do sistema brasileiro de pagamentos e gostaria que existisse um igual nos EUA. Segundo ele, o avanço do Pix também está ligado à tokenização – processo que transforma ativos tradicionais em tokens registrados em blockchain ou outras redes digitais.

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