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Bitcoin reage e volta aos US$ 70 mil mesmo com tensão no Oriente Médio

As principais altcoins também operam em alta nesta quarta-feira (4)

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Depois de dias de queda, o bitcoin (BTC) voltou a respirar. Na manhã desta quarta-feira (4), a maior criptomoeda do mercado é negociada novamente acima da marca psicológica dos US$ 70 mil, com alta de 5% no dia. As principais altcoins também avançam.

A recuperação ocorre mesmo em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. O Irã sinalizou que não pretende negociar com Estados Unidos e Israel após a morte do líder supremo Ali Khamenei e indicou que o conflito pode se prolongar.

No mercado cripto, parte do movimento foi impulsionada por investidores que decidiram comprar na queda. Os ETFs à vista de bitcoin negociados nos Estados Unidos são um exemplo. Nos últimos cinco dias, esses fundos registraram US$ 1,4 bilhão em entradas, segundo dados da plataforma SoSoValue.

Esses produtos são amplamente utilizados por investidores institucionais, o que indica que o apetite desse grupo por criptomoedas voltou a ganhar força.

Também há ventos favoráveis vindos de Washington. Em uma postagem na rede Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou os bancos de tentar travar o avanço do Clarity Act, projeto que pretende estabelecer regras mais claras para o mercado de criptomoedas no país. O posicionamento foi interpretado por parte do mercado como um sinal de apoio ao setor.

O projeto enfrenta resistência do setor bancário porque pode permitir que stablecoins continuem oferecendo rendimento aos investidores – algo que, na visão dos bancos, poderia incentivar a saída de depósitos do sistema financeiro tradicional.

Apesar da recuperação de hoje, o cenário para o curto prazo ainda inspira cautela. Para André Franco, CEO da Boost Research, o ambiente global de risco segue pressionando o mercado.

“O BTC tende a enfrentar pressão vendedora ou consolidação descendente, com maior probabilidade de testar suportes antes de qualquer recuperação mais consistente”, afirmou.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h20.

Bitcoin (BTC):  +5,10%, US$ 70.899,01

Ethereum (ETH): +3,45%, US$ 2.050,10

XRP (XRP): +2,32%, US$ 1,39

BNB (BNB): +3,41%, US$ 650,90

Solana (SOL): +5,66%, US$ 89,66

Outros destaques do mercado cripto

Cripto invade São Paulo. Notícia para quem mora em São Paulo. Nos dias 18 e 19 de março, o World Trade Center São Paulo recebe o MERGE, um dos principais eventos de cripto da América Latina. A expectativa é reunir mais de 300 palestrantes e 40 expositores do Brasil e da região para discutir de tudo um pouco: mercado, tecnologia e, claro, regulação – assunto que ainda deixa muita gente com dúvida.

Grana nova no mundo cripto. As empresas brasileiras de cripto seguem atraindo investidores. A fintech Oxus Finance, que desenvolveu um agregador de stablecoins com inteligência artificial, levantou US$ 2,4 milhões em uma rodada que contou com investidores como Echo3 Participações e Underblock. A ideia é usar o dinheiro em uma solução que conecta criptomoedas ao sistema Swift, usado por bancos no mundo todo, para facilitar transferências internacionais.

Polymarket remove aposta sobre ataque nuclear. A plataforma de previsões Polymarket, que permite apostar em eventos futuros usando tokens, tirou do ar um mercado que perguntava se uma arma nuclear seria detonada ainda neste ano. A aposta, que já tinha movimentado mais de US$ 838 mil na plataforma, gerou forte reação nas redes sociais. Antes de ser removido, o próprio mercado indicava cerca de 22% de chance de uma detonação nuclear até o fim de 2026.

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