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Bitcoin recua com risco de guerra comercial entre EUA e Europa

O presidente Donald Trump ameaçou impor tarifas contra países europeus caso a Dinamarca não aceite vender a Groenlândia

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O bitcoin e as principais altcoins – termo usado para identificar qualquer cripto diferente do BTC – operam em queda na manhã desta segunda-feira (19), acompanhando o movimento negativo dos futuros de Nova York.

O gatilho vem da política internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifas contra países europeus caso a Dinamarca não aceite vender a Groenlândia.

O polêmico chefe do Executivo americano disse recentemente, em suas redes sociais, que a ilha é essencial para a segurança nacional, especialmente por causa de um projeto de sistema antimísseis do país.

Na Dinamarca, manifestantes protestam contra a investida de Trump. A União Europeia (UE), por sua vez, estuda impor tarifas de 93 bilhões de euros aos Estados Unidos ou até restringir o acesso de empresas americanas ao bloco.

Quando esse tipo de incerteza global entra em cena, os investidores tendem a reduzir exposição a ativos considerados mais arriscados, como ações e criptomoedas.

O bitcoin é negociado em queda de 2,19%, enquanto o ethereum (ETH) escorrega quase 3%. Nos EUA, o índice Dow Jones recua 0,17%, enquanto Nasdaq e S&P 500 caem 0,06%.

“No curtíssimo prazo, a incerteza macro segue elevada, especialmente com Trump adicionando novas camadas de ruído via tarifas. Isso pode limitar movimentos mais agressivos imediatamente”, disse Marco Aurelio Camargo, CIO da Vault Capital.

E a semana promete novos capítulos. A tensão comercial entre EUA e União Europeia deve ganhar ainda mais destaque no Fórum Econômico Mundial, em Davos, onde Trump e outros líderes se reúnem nos próximos dias.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h20.

Bitcoin (BTC):  -2,19%, US$ 93.128,88

Ethereum (ETH): -2,98%, US$ 3.222,10

XRP (XRP): -3,96%, US$ 1,97

BNB (BNB): -2,16%, US$ 925,24

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Solana (SOL): -5,92%, US$ 133,70

Outros destaques do mercado cripto

Até a Selic foi parar na blockchain. As plataformas de previsão em blockchain estão ganhando espaço no debate político e econômico, inclusive no Brasil. Na Polymarket, por exemplo, já tem gente apostando no resultado da próxima decisão de juros do Banco Central, marcada para os dias 27 e 28 deste mês. Por enquanto, 89% dos apostadores acreditam que o Copom vai manter a taxa no nível atual. Nessas plataformas, os usuários compram tokens de “sim” ou “não” para cada cenário. Se acertarem o resultado, trocam as criptos pelo valor proporcional da aposta.

Regulação no centro do palco. Regulação é aquele assunto que nunca sai de moda no mundo cripto – e vive mudando. Entre os dias 17 e 19 de março, São Paulo recebe o MERGE, uma conferência internacional focada justamente em regulação, além de outros assuntos como Web3, blockchain e stablecoins. O encontro terá participação do Banco Central e de várias instituições que movimentam o mercado cripto brasileiro. Vale anotar na agenda.

Treta entre Coinbase e Casa Branca? A relação entre a Coinbase e a Casa Branca pode ter dado uma azedada nos últimos dias. Uma jornalista americana disse no X que o governo Trump teria ficado irritado depois que a exchange retirou seu apoio ao projeto de lei Clarity Act, por causa do risco de o texto acabar proibindo o pagamento de rendimentos com stablecoins. O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, porém, tratou de esfriar o clima: segundo ele, a Casa Branca pediu apenas que a empresa tente costurar um acordo com os bancos, que não são nada fãs da ideia de empresas cripto distribuindo “juros” aos investidores.

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