No curto prazo, outro catalisar importante no radar dos traders é a decisão de política monetária nos Estados Unidos, marcada para a semana que vem. Segundo a ferramenta CME FedWatch, cerca de 97% dos agentes de mercado acreditam que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve manter as taxas de juros inalteradas.
Juros elevados costumam ter impacto negativo sobre ativos de risco, como as criptomoedas, porque aumentam a atratividade de aplicações consideradas mais seguras, como os títulos do Tesouro americano. Quando ocorre o movimento oposto – com expectativa de cortes ou juros menores – ativos como o bitcoin tendem a se beneficiar.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h.
Bitcoin (BTC): +4,55%, US$ 70.695,33
Ethereum (ETH): +3,78%, US$ 2.065,22
XRP (XRP): +3,25%, US$ 1,39
BNB (BNB): +3,05%, US$ 645,70
Solana (SOL): +3,95%, US$ 86,79
Outros destaques do mercado cripto
OranjeBTC pega empréstimo milionário. A OranjeBTC, maior tesouraria cripto do Brasil, tomou um empréstimo de US$ 10 milhões (cerca de R$ 56 milhões) para comprar ações da Strategy, a maior tesouraria cripto do mundo. Segundo comunicado da companhia, a operação tem como garantia parte do bitcoin mantido em caixa. A empresa, que abriu capital na bolsa no ano passado, possui atualmente 3.723 unidades de BTC no cofrinho.
Cripto segue no radar do brasileiro. Mesmo com a volatilidade do bitcoin e de outras criptomoedas, os brasileiros mantiveram o ritmo de compras de fundos do setor. Na semana passada, esses investidores aplicaram cerca de US$ 400 mil (pouco mais de R$ 2 milhões) nesses produtos. Não é um volume impressionante, mas mostra que o apetite continua. Globalmente, os fundos cripto registraram entradas de US$ 619 milhões (R$ 3,2 bilhões) no período.
Nasdaq mira ações tokenizadas. As bolsas tradicionais estão cada vez mais próximas do universo cripto. A Nasdaq anunciou uma parceria com a exchange Kraken para desenvolver uma estrutura voltada à emissão e negociação de versões tokenizadas de ações e outros produtos listados em bolsa. A ideia é que esses tokens funcionem como ações comuns, garantindo direitos como recebimento de dividendos e participação em votações corporativas.
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