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Brasil é o quinto maior mercado de criptomoedas do mundo

No primeiro trimestre de 2026, o volume transacionado no país foi de US$ 40,04 bilhões (R$ 202,2 bilhões)

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O Brasil já é o quinto maior mercado de criptomoedas no varejo, segundo levantamento da empresa de blockchain TRM Labs, divulgado na quinta-feira (23).

No primeiro trimestre deste ano, o volume transacionado no país foi de US$ 40,04 bilhões (R$ 202 bilhões), o que dá uma média de US$ 13,3 bilhões por mês (R$ 67,2 bilhões). Os dados desconsideram os fluxos institucionais.

O montante é 12% menor do que o registrado nos três primeiros meses do ano anterior – US$ 45,7 bilhões (R$ 230,8 bilhões). Esse recuo acompanhou o movimento das demais nações.

O volume total atribuído globalmente foi de US$ 979 bilhões (R$ 4,94 trilhões), uma queda de 11% em relação aos US$ 1,1 trilhão (R$ 5,55 trilhões) no primeiro trimestre de 2025.

Segundo o estudo, esse movimento do mercado parece ser amplamente impulsionado por fatores macroeconômicos.

“O primeiro trimestre de 2026 coincidiu com um ambiente global de aversão a risco, marcado por incertezas em torno da política tarifária dos EUA, fortalecimento do dólar e juros reais elevados – condições que historicamente reduzem a atividade de varejo em cripto com uma pequena defasagem”.

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Os cinco maiores

Os Estados Unidos mantiveram a posição dominante, com US$ 213,3 bilhões (R$ 1,08 trilhão) em volume de transações. A Coreia do Sul está em segundo lugar, com US$ 66,6 bilhões (R$ 336,3 bilhões), e a Rússia ficou em terceiro, com US$ 48 bilhões (R$ 242,4 bilhões). Na quarta posição aparece a Índia, com US$ 46,2 bilhões (R$ 233,3 bilhões).

O papel das stablecoins

As stablecoins atreladas ao dólar seguem dominando as transações de varejo, mas já mostram sinais de desaceleração. O volume processado caiu de US$ 310 bilhões (R$ 1,57 trilhão) em janeiro de 2025 para US$ 274 bilhões (R$ 1,38 trilhão) em março de 2026, refletindo o ambiente mais fraco para o mercado cripto como um todo, segundo o material.

Enquanto isso, as stablecoins em euro começam a ganhar tração – ainda que partindo de uma base pequena. O volume saltou de US$ 69 milhões (R$ 348,4 milhões) para US$ 777 milhões (R$ 3,92 bilhões) no mesmo período, um crescimento de 12 vezes em pouco mais de um ano.

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Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h30.

Bitcoin (BTC):  +0,95%, US$ 78.165,62

Ethereum (ETH): +0,37%, US$ 2.327,11

BNB (BNB): +0,86%, US$ 637,17

XRP (XRP): +1,69%, US$ 1,43

Solana (SOL): +0,59%, US$ 86,67

Outros destaques do mercado cripto

ETF cripto gigante tem novidade. O HASH11, maior ETF cripto do Brasil, deu mais um passo no mercado. Com R$ 2,5 bilhões sob gestão, o produto passará a ter contratos de opções e futuros a partir de 4 de maio. O que é isso? São instrumentos financeiros ligados ao preço de um ativo (como cripto) que permitem apostar ou se proteger contra variações futuras – com ou sem obrigação de compra.

Eleições e os R$ 308 milhões em cripto. As eleições brasileiras seguem movimentando uma boa grana em apostas com cripto no Polymarket, plataforma que permite prever (e apostar em) eventos futuros. São oito mercados abertos no total, que já movimentaram US$ 60 milhões (cerca de R$ 308 milhões). O maior deles – sobre quem será o próximo presidente do Brasil – concentra quase tudo: US$ 57,2 milhões (cerca de R$ 289 milhões).

JPMorgan cutuca DeFi. Há dois dias, falamos aqui sobre os ataques contra plataformas de finanças descentralizadas (DeFi, para os mais chegados). Pois o gigante de Wall Street JPMorgan veio a público comentar o setor. Em relatório, os analistas disseram que essas investidas virtuais estão afetando o apelo institucional – ou seja, quem tem grana está ficando com o pé atrás para investir nesses projetos. No meio de tanto burburinho, segundo eles, o dinheiro está migrando para as stablecoins.

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