O mercado cripto não conseguiu sustentar a alta vista ontem após o balanço da Nvidia. Vale lembrar que as moedas digitais, por sua natureza e perfil mais arriscado, costumam andar lado a lado com o setor de tecnologia.
Em um primeiro momento, o resultado da big tech ajudou a aliviar parte das dúvidas sobre o setor de inteligência artificial. Depois, porém, voltaram as preocupações com possíveis gargalos na expansão de data centers – e o apetite por risco diminuiu novamente.
Nesta manhã de sexta-feira (27), o bitcoin é negociado na faixa dos US$ 65 mil, com queda de cerca de 3% no dia. Se continuar com esse ritmo, o BTC deve fechar o mês com recuo de 16%. Já o ethereum desvaloriza pouco mais de 5% no dia.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h20.
Bitcoin (BTC): -3,25%, US$ 65.993,01
Ethereum (ETH): -5,12%, US$ 1.959,39
XRP (XRP): -3,87%, US$ 1,38
BNB (BNB): -1,54%, US$ 614,90
Solana (SOL): -4,31%, US$ 83,22
Outros destaques do mercado cripto
Brasil e Índia unem forças em blockchain. Brasil e Índia fecharam um acordo de cooperação técnica e científica focado em áreas estratégicas para a próxima década: inteligência artificial, semicondutores, blockchain e computação quântica. Um dos planos é criar um Centro Conjunto de Excelência em Infraestruturas Públicas Digitais, reforçando a agenda de inovação entre as duas economias emergentes.
Apex e o projeto cripto ligado a Trump. A Apex Group, que presta serviços de administração e custódia para fundos estruturados no Brasil, firmou parceria com a World Liberty Financial (WLFI), projeto cripto associado à família de Donald Trump. O objetivo é integrar a USD1 – stablecoin em dólar da WLFI – ao ecossistema da Apex, prometendo simplificar liquidações e aumentar a eficiência para clientes institucionais.
EUA querem limitar recompensas com stablecoins. Segue a novela regulatória nos EUA. O Office of the Comptroller of the Currency (OCC), o regulador bancário do país, propôs restringir a emissão de stablecoins por meio de plataformas terceirizadas e também limitar recompensas pagas aos usuários. A medida regulamenta uma lei cripto sancionada por Donald Trump no ano passado e busca evitar que depósitos migrem dos bancos tradicionais para essas moedas digitais. Se aprovada, pode impactar modelos já em operação no mercado.
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