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Brasileiros negociam R$ 4,3 bi em bitcoin e ethereum em fevereiro

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Fevereiro foi um mês de forte volatilidade no mercado cripto, com um sobe e desce constante. Ainda assim, os brasileiros seguiram negociando moedas digitais.

O volume de bitcoin (BTC) e ethereum (ETH) nas exchanges com operação local somou R$ 4,31 bilhões no mês, segundo dados do Índice Biscoint. O montante é ligeiramente superior ao registrado em janeiro, quando o total ficou em R$ 4,11 bilhões.

Só em bitcoin – a maior cripto do mercado – foram R$ 3,15 bilhões em negociações. Já o ethereum, segunda maior criptomoeda da indústria, movimentou R$ 1,16 bilhão.

A Binance, maior exchange do mundo, concentra a maior parte das operações: no caso do BTC, responde por cerca de 55% do volume; em ether, a fatia é ainda maior, perto de 60%.

E como está o mercado hoje?

O mercado cripto não conseguiu sustentar a alta vista ontem após o balanço da Nvidia. Vale lembrar que as moedas digitais, por sua natureza e perfil mais arriscado, costumam andar lado a lado com o setor de tecnologia.

Em um primeiro momento, o resultado da big tech ajudou a aliviar parte das dúvidas sobre o setor de inteligência artificial. Depois, porém, voltaram as preocupações com possíveis gargalos na expansão de data centers – e o apetite por risco diminuiu novamente.

Nesta manhã de sexta-feira (27), o bitcoin é negociado na faixa dos US$ 65 mil, com queda de cerca de 3% no dia. Se continuar com esse ritmo, o BTC deve fechar o mês com recuo de 16%. Já o ethereum desvaloriza pouco mais de 5% no dia.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h20.

Bitcoin (BTC):  -3,25%, US$ 65.993,01

Ethereum (ETH): -5,12%, US$ 1.959,39

XRP (XRP): -3,87%, US$ 1,38

BNB (BNB): -1,54%, US$ 614,90

Solana (SOL): -4,31%, US$ 83,22

Outros destaques do mercado cripto

Brasil e Índia unem forças em blockchain. Brasil e Índia fecharam um acordo de cooperação técnica e científica focado em áreas estratégicas para a próxima década: inteligência artificial, semicondutores, blockchain e computação quântica. Um dos planos é criar um Centro Conjunto de Excelência em Infraestruturas Públicas Digitais, reforçando a agenda de inovação entre as duas economias emergentes.

Apex e o projeto cripto ligado a Trump. A Apex Group, que presta serviços de administração e custódia para fundos estruturados no Brasil, firmou parceria com a World Liberty Financial (WLFI), projeto cripto associado à família de Donald Trump. O objetivo é integrar a USD1 – stablecoin em dólar da WLFI – ao ecossistema da Apex, prometendo simplificar liquidações e aumentar a eficiência para clientes institucionais.

EUA querem limitar recompensas com stablecoins. Segue a novela regulatória nos EUA. O Office of the Comptroller of the Currency (OCC), o regulador bancário do país, propôs restringir a emissão de stablecoins por meio de plataformas terceirizadas e também limitar recompensas pagas aos usuários. A medida regulamenta uma lei cripto sancionada por Donald Trump no ano passado e busca evitar que depósitos migrem dos bancos tradicionais para essas moedas digitais. Se aprovada, pode impactar modelos já em operação no mercado.

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