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Calendário de balanços: o que esperar dos resultados de Vale, Banco do Brasil, Ambev…

A segunda semana da temporada segue a toda. Suzano, Klabin, Assaí, Usiminas e Guararapes também divulgam a partir desta terça

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O bloco pré-carnavalesco da atual temporada de balanços traz nomes de peso, a começar pelo Banco do Brasil, que divulga seus resultados na quarta-feira (11), e pela Vale, programada para desfilar seus números do quarto trimestre de 2025 na quinta-feira (12).

A largada da temporada ocorreu na semana passada, com a divulgação dos balanços do Itaú e do Santander. Já publicaram seus números, entre as principais empresas da bolsa, a Multiplan, Porto e BTG Pactual.

Nesta segunda-feira, quem lidera o bloco é a BB Seguridade, uma das empresas queridinhas de investidores que buscam dividendos. A temporada faz uma pausa na semana do carnaval e retorna com mais nomes a partir de segunda-feira dia 23.

Saiba o que analistas estão projetando para os principais balanços desta semana:

Terça-feira (10)

Suzano (SUZB3): O grande ponto de atenção está nos preços da celulose no mercado internacional. Como o quarto trimestre foi marcado por um dólar ainda mais fraco, e boa parte da receita da Suzano é em moeda amerticana, a companhia tende a reportar um resultado na comparação anual.

  • Para os próximos meses, porém, as casas de análise veem fatores que podem sustentar resultados melhores, como a recuperação dos preços da celulose na China e a redução da dívida em um cenário de potencial queda de juros. O balanço sai nesta terça (10) após o fechamento de mercado.
  • Preço-alvo (consenso): R$ 68. Dividend yield em 2026 (consenso): 2%.

Quarta-feira (11)

Banco do Brasil (BBAS3): analistas esperam que o banco apresente números mais fracos comparado aos seus pares. O lucro projetado está em R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre, com um retorno sobre patrimônio (ROE) de aproximadamente 9% ante 15% e 24% dos concorrentes.

  • A queda na rentabilidade vai refletir as elevadas despesas com provisões para inadimplentes, não apenas no crédito rural, mas também para pessoas físicas e empresas.
  • Preço-alvo (consenso): R$ 26. Dividend Yield em 2026 (consenso): 5% a 6%.

Klabin (KLBN11): a companhia sinalizou que não há urgência para novos investimentos de expansão e pretende focar no ganho operacional. A tese de longo prazo se apoia em uma mudança estrutural: o crescimento do consumo virá dos mercados emergentes.

  • O motor de crescimento países em desenvolvimento vem da expansão logísticas e de embalagens mais acelerada comparada a mercados, como Europa e EUA.
  • Preço-alvo (consenso): R$ 23. Dividend yield em 2026 (consenso): 8% a 11%.
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Guararapes (RIAA3): a gestão conseguiu elevar o tíquete médio não apenas pelo reajuste de preços, mas com novos produtos, como as linhas de tecidos tecnológicos. Para os analistas, a estratégia gerou um crescimento de receita no quarto trimestre dividido igualmente entre volume e preço.

  • A Guararapes deve encerrar 2025 com um endividamento baixo de 0,6 vez medido pela dívida líquida/ebitda.
  • Nesse cenário, o grupo pode cumprir a meta de 521 lojas até 2030 e acelerar a distribuição de dividendos.
  • Preço-alvo (consenso): R$ 13,31. Dividend yield em 2026 (consenso): 3,8% a 4,5%.

Quinta-feira (12)

Vale (VALE3): a companhia voltou a ser a maior produtora de minério de ferro no fim de 2025. A mineradora brasileira produziu 336 milhões de toneladas no ano, superando a australiana Rio Tinto e retomando um posto que não ocupava desde 2018. 

  • No entanto, a empresa voltou a se ver às voltas com acidentes. O Ministério Público de Minas Gerais pediu um bloqueio de até R$ 1,2 bilhão.
  • A solicitação se refere aos vazamentos de água com sedimentos em nas unidades de Fábrica e Viga, em Congonhas (MG).
  • Apesar dos vazamentos, a recuperação dos preços das commodities metálicas vai ajudar nos resultados. E novos anúncios de dividendos e JCP são esperados.
  • Preço-alvo (consenso): R$ 83. Dividend yield em 2026 (consenso): 8% a 12%.

Ambev (ABEV3): a companhia sofre pressão sobre as margens e volumes estagnados. Os resultados devem vir mais fracos mesmo com as festas de fim de ano e o verão brasileiro.

  • Os analistas esperam queda perto de 5% nas vendas de bebidas em geral no mercado brasileiro.
  • A projeção é de uma queda de 4% nos volumes de cerveja no Brasil só no quarto trimestre.
  • Preço-alvo (consenso): R$ 14,30. Dividend yield em 2026 (consenso): 6% a 8%.

Assaí (ASAI3): o endividamento está sob controle, embora as vendas ainda enfrentem dificuldades para melhorar.

  • O Assaí chega ao fim de 2025 com um endividamento de 2,56 vezes na dívida líquida/ebitda, abaixo do guidance (meta) de 2,6 vezes.
  • Apesar da melhora, analistas preveem que o crescimento das vendas em mesmas lojas, que são o grupo de unidades existente há, pelo menos, um ano, continue pressionado ou até estagnado.
  • Preço-alvo (consenso): R$ 11,50. Dividend yield em 2026 (consenso): 1% a 2%.

Sexta-feira (13)

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Usiminas (USIM5): após um período marcado pela reforma do Alto-Forno 3 em Ipatinga, concluída em 2024 ao custo de R$ 2,7 bilhões, e com a pressão de custos do aço chinês, os investidores buscam nos números sinais de que o pior já passou.

  • As principais perguntas dos investidores: os custos estão estabilizados após os gastos dos últimos anos?
  • A demanda doméstica por aço será suficiente para sustentar as margens em 2026?
  • Para os analistas, os benefícios da reforma dos equipamentos devem, sim, começar a aparecer no balanço do quarto trimestre.
  • Preço-alvo (consenso): R$ 9. Dividend yield em 2026 (consenso): 2% a 4%.
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