O bloco pré-carnavalesco da atual temporada de balanços traz nomes de peso, a começar pelo Banco do Brasil, que divulga seus resultados na quarta-feira (11), e pela Vale, programada para desfilar seus números do quarto trimestre de 2025 na quinta-feira (12).

A largada da temporada ocorreu na semana passada, com a divulgação dos balanços do Itaú e do Santander. Já publicaram seus números, entre as principais empresas da bolsa, a Multiplan, Porto e BTG Pactual.

Nesta segunda-feira, quem lidera o bloco é a BB Seguridade, uma das empresas queridinhas de investidores que buscam dividendos. A temporada faz uma pausa na semana do carnaval e retorna com mais nomes a partir de segunda-feira dia 23.

Saiba o que analistas estão projetando para os principais balanços desta semana:

Terça-feira (10)

Suzano (SUZB3): O grande ponto de atenção está nos preços da celulose no mercado internacional. Como o quarto trimestre foi marcado por um dólar ainda mais fraco, e boa parte da receita da Suzano é em moeda amerticana, a companhia tende a reportar um resultado na comparação anual.

Quarta-feira (11)

Banco do Brasil (BBAS3): analistas esperam que o banco apresente números mais fracos comparado aos seus pares. O lucro projetado está em R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre, com um retorno sobre patrimônio (ROE) de aproximadamente 9% ante 15% e 24% dos concorrentes.

Klabin (KLBN11): a companhia sinalizou que não há urgência para novos investimentos de expansão e pretende focar no ganho operacional. A tese de longo prazo se apoia em uma mudança estrutural: o crescimento do consumo virá dos mercados emergentes.

Guararapes (RIAA3): a gestão conseguiu elevar o tíquete médio não apenas pelo reajuste de preços, mas com novos produtos, como as linhas de tecidos tecnológicos. Para os analistas, a estratégia gerou um crescimento de receita no quarto trimestre dividido igualmente entre volume e preço.

Quinta-feira (12)

Vale (VALE3): a companhia voltou a ser a maior produtora de minério de ferro no fim de 2025. A mineradora brasileira produziu 336 milhões de toneladas no ano, superando a australiana Rio Tinto e retomando um posto que não ocupava desde 2018. 

Ambev (ABEV3): a companhia sofre pressão sobre as margens e volumes estagnados. Os resultados devem vir mais fracos mesmo com as festas de fim de ano e o verão brasileiro.

Assaí (ASAI3): o endividamento está sob controle, embora as vendas ainda enfrentem dificuldades para melhorar.

Sexta-feira (13)

Usiminas (USIM5): após um período marcado pela reforma do Alto-Forno 3 em Ipatinga, concluída em 2024 ao custo de R$ 2,7 bilhões, e com a pressão de custos do aço chinês, os investidores buscam nos números sinais de que o pior já passou.