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Guia Financeiro

Commodities: o que são, para que servem, quais os tipos e como investir

Categoria é determinante para a economia mundial, brasileira e para a carteira dos investidores.

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Você provavelmente já ouviu falar em commodities, seja no noticiário econômico, em análises da bolsa de valores ou mesmo em livros didáticos de história e geografia. A commodity é uma categoria de produtos essencial para o desenvolvimento econômico mundial, com participação importante na economia de diversos países – entre eles, o Brasil.

Além disso, elas estão constantemente no radar de investidores ao redor do mundo, já que o desempenho da maioria dos ativos está relacionada a variações de preços desses produtos.

A seguir, o InvestNews preparou um guia completo para você entender o que são commodities, qual a importância delas para a economia e como é possível investir nelas enquanto pessoa física.

O que são as commodities?

Originalmente, o termo “commodities” era utilizado para designar qualquer tipo de mercadoria. Não é surpresa, portanto, que a palavra de origem inglesa significa “mercadoria”, na tradução literal. Ao longo do tempo, no entanto, o termo sofreu alterações em seu significado.

Hoje em dia, é considerada uma commodity o produto que cumpre os seguintes requisitos:

  • É uma matéria-prima produzida em larga escala
  • É negociada mundialmente
  • Está no estado bruto, pouco (ou nada) industrializado
  • Pode ser estocada em grande quantidade sem perder a qualidade

Em suma, commodities são matérias-primas básicas. Isso significa que são pouco processadas, servindo de base para a produção de produtos mais complexos e de maior valor agregado.

Além disso, elas têm padrões mundiais de qualidade, com propriedades muito parecidas entre um produtor e outro. Ou seja, o milho produzido no Brasil terá as mesmas características – tamanho, forma, propriedades nutricionais – do milho produzido na Argentina, na China ou nos EUA, por exemplo.

Quais são os principais tipos de commodities?

As commodities não são um grupo homogêneo. Na verdade, elas são comumente divididas em quatro categorias principais: agrícola, financeira, energética e mineral. Veja abaixo alguns produtos de cada grupo.

  • Commodities agrícolas – milho, café, soja, trigo, açúcar e algodão
  • Commodities financeiras – real, dólar, euro e títulos públicos do governo federal (Tesouro Direto).
  • Commodities energéticas – madeira, água, geração de energia e créditos de carbono
  • Commodities minerais – ouro, petróleo, minério de ferro, etanol e gás natural.

O que é commodity na economia?

Como vimos, as commodities têm grande participação no crescimento econômico dos países porque são produtos básicos que servem de insumo para a produção industrial, energética e a construção civil.

Por conta disso, a negociação é feita em escala global, com preços definidos por oferta e demanda: a redução de demanda mundial por determinada commodity geralmente implica em queda de preço, enquanto a alta da demanda costuma aumentar o preço do produto.

Retirando custos de logística e tributação, o valor cobrado por uma commodity a princípio é semelhante para todos os produtores do mundo. No entanto, outros fatores podem influenciar no valor cobrado por produtores específicos, como questões climáticas, políticas e econômicas de um país ou região.

O mercado de commodities agrícolas, por exemplo, apresenta muita volatilidade nos preços porque a produção depende de fatores naturais, como clima favorável e ciclo de plantio e colheita.

O que é commodity na bolsa?

Além de serem decisivas para economia mundial, as commodities também influenciam os rumos das carteiras dos investidores.

Para o investidor pessoa física, a maneira mais comum de acessar esse mercado é comprando ações de empresas que exploram matérias-primas. Alguns exemplos brasileiros são as petroleiras Petrobras (PETR3; PETR4) e PetroRio (PRIO3), a siderúrgica CSN (CSNA3) e a mineradora Vale (VALE3).

Mas elas não são as únicas: a bolsa brasileira é composta por cerca de um terço de ações ligadas a commodities. Além disso, das 84 empresas que atualmente compõem o Ibovespa, principal índice da bolsa, 13 são grandes exportadoras de commodities. Segundo um levantamento da consultoria de dados Economatica, 10 dessas 13 têm altas bem maiores que a do índice de referência, todas com variações pelo menos duas vezes maiores que a do Ibovespa.

Quais são as principais commodities brasileiras?

A abundância de recursos naturais e clima favorável fazem do Brasil um grande produtor e exportador mundial de commodities, principalmente agrícolas e minerais, como:

  • Petróleo
  • Minério de Ferro
  • Café
  • Soja
  • Milho
  • Laranja
  • Boi gordo (carne)

Esses produtos têm forte participação na economia brasileira: a exportação de commodities representa cerca de 6,5% do PIB do país.

Segundo relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) de 2019, um país é considerado dependente de commodities quando elas representam mais de 60% de suas exportações totais de mercadorias. Esse é o caso do Brasil.

A Organização alerta que esses países são vulneráveis ​​a choques negativos e volatilidade de preços de commodities. Isso acontece porque o preço desses produtos tem forte influência internacional: independente do cenário econômico interno, o mercado de commodities responde à oscilação de demanda internacional e é facilmente afetado por crises em outros países.

O contrário também é verdadeiro: o setor pode se dar bem (é o chamado “boom das commodities”) e alavancar indicadores econômicos do país, mesmo sob um cenário interno desfavorável.

Como investir em commodities?

Investir em empresas produtoras de matéria-prima não é a única forma de acessar esse mercado. Na verdade, é possível investir nas próprias commodities por meio do mercado futuro, ambiente da bolsa de valores que oferece contratos que garantem a compra ou venda de determinado produto, com data de vencimento e preços já pré-estabelecidos.

Os contratos futuros de commodities disponíveis na B3 são:

  • Açúcar Cristal
  • Boi Gordo
  • Café Arábica 4/5
  • Café Arábica 6/7
  • Etanol Anidro
  • Etanol Hidratado
  • Milho
  • Ouro
  • Soja

Eduardo Perez, analista de investimentos da corretora Nu invest, explica que esse tipo de investimento surgiu inicialmente como forma de produtores se protegerem da queda de preços dos produtos. No entanto, “como quase tudo na bolsa, o pessoal começa a especular bastante – de um lado é bom, porque fornece liquidez e dinamismo para o ativo”, afirma.

O analista explica, ainda, que esse tipo de investimento é recomendado para investidores experientes. Além disso, é recomendado que os investidores entendam sobre alavancagem financeira antes de decidirem aplicar nesses ativos.

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