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Guia Financeiro

Volatilidade: o que é, como funciona e qual o impacto nos investimentos

É fundamental que investidores conheçam este conceito, já que ele impacta diretamente no retorno das aplicações financeiras.

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Gráfico de ações

Quando se fala em investimentos, diversos são os conceitos aos quais os investidores devem ficar atentos. Um deles é a volatilidade, que impacta diretamente no retorno dos ativos.

Muitas vezes, a rentabilidade, volume de negociação e preço do ativo acabam chamando a atenção e passam a ser mais levados em conta pelo investidor na busca pelos melhores investimentos, mas é preciso atenção. A volatilidade pode fazer a diferença em certas aplicações financeiras, tanto de forma positiva como negativa, já que pode ajudar a economizar dinheiro na compra de um ativo, como também perder. Assim, é fundamental entender o significado deste termo para ter sucesso nas suas estratégias de investimentos.

Você sabe o que é volatilidade, o que ela pode causar nos investimentos e seus principais tipos?

Para entender melhor este conceito, o InvestNews preparou um guia sobre volatilidade. Confira a seguir.

O que é volatilidade no mercado financeiro?

Ela mede a variação do preço de um ativo financeiro, ou seja, é a flutuação dos valores das opções de investimentos para mais ou para menos.

Para analisá-la, é importante considerar três fatores: a intensidade, a frequência e a velocidade.

Dessa forma, quanto mais volátil for um determinado investimento, maior será sua variação de preço. Ou seja, os valores oscilam para cima e para baixo de forma rápida, com frequência e alta intensidade. E vice-versa.

Assim, ela não é constante, pois varia por ativos e pelo momento. Em período de crise, por exemplo, normalmente, os ativos são mais voláteis que em períodos de calmaria.

Por isso, é importante saber quão volátil é um investimento para analisar o quanto uma aplicação financeira pode trazer bons retornos, bem como riscos, e traçar sua estratégia de investimentos.

Mauro Morelli, estrategista-chefe da Davos Investimentos, destaca que é importante entender que a volatilidade faz parte do mercado financeiro. Segundo ele, evitá-la a todo custo, não tê-la na carteira, é algo extremamente caro e, muitas vezes, prejudicial para os investimentos. “Ela se deve ser considerada no portfólio, analisada com cuidado, e não ser evitada ao extremo, pois pode acabar penalizando os investimentos”, aponta.

Flávio de Oliveira, sócio-fundador da Zahl Investimentos, afirma que a ela pode ser chamada de imprevisibilidade. “Quanto maior for a volatilidade de um portfólio, mais imprevisível ele se torna. Ela não é ruim, é imprevisível”, diz.

Ele explica que portfólios ligados a melhores oportunidades de retorno giram em torno de maior volatilidade do mercado, de risco, dos preços oscilarem. “O ponto mais importante para um investidor é entender quanto um ativo é volátil para ele saber o quanto pode alocar e se prevenir de possíveis frustrações com relação a esses investimentos”, avalia.

Como funciona a volatilidade?

Ela é encontrada em porcentagem, a partir do desvio-padrão médio do preço de um determinado ativo.

Sendo presente em diversos ativos financeiros, essa oscilação de preço acontece para mais ou para menos, a partir de uma referência, e é isso que caracteriza a volatilidade, podendo trazer a antecipação de comportamento de determinado investimento.

O que é um mercado volátil?

Ele é caracterizado por uma oscilação constante dos preços, que não consegue se manter em estabilidade. Um exemplo deste cenário pode ser, por exemplo, períodos de crise, que acabam impactando o mercado financeiro e o preço dos ativos, de uma forma que não é possível estimar.

O que causa a volatilidade nos investimentos?

Diversos são os motivos que podem causá-la. Um dos mais comuns é que, por algum motivo ou momento, ter mais investidores vendendo um ativo do que comprando. Assim, o preço cai, pode acabar atraindo  mais compradores e, posteriormente, o preço volta à normalidade. Desta forma, a simples entrada de um investidor com um lote maior de ativo para comprar ou vender, pode acabar causando distorção do preço do ativo no mercado.

Um outro fator que pode ocasionar volatilidade é notícias, afinal, dependendo do que são, elas podem alterar a percepção do valor de um ativo, ocasionando oscilação de preço.

Questões relacionadas aos rumos do cenário econômico, desempenho da empresa e até mesmo a política monetária são outros fatores que pode acabar impactando nas oscilações de preços de ativos também.

Para Morelli, esses fatores são inerentes ao mercado e, até certo ponto, isso é saudável. “Algo que não oscila, não tem vida. Ter uma variação, oscilação, mostra que o mercado tem vida, tem liquidez e deve ser encarado, até certo ponto, como algo positivo”, defende.

Ferreira recomenda que o investidor precisa entender que quanto mais volatilidade tiver no portfólio dele, maior é o horizonte de investimento, pois a volatilidade, segundo ele, é a irracionalidade dos preços.

“É um monte de gente comprando e vendendo por motivos próprios, não tem como mapear. O que a gente consegue fazer é entender quanta volatilidade o ativo carrega. É preciso saber que, quanto maior ela for, maior é o prazo que o investidor deve esperar este ativo maturar e entender qual a porcentagem ele deve ter no ativo”, orienta.

Qual a relação do risco com a volatilidade?

São diversos os tipos de riscos no mundo dos investimentos. E a volatilidade é um deles, assim como se tem risco de crédito e de liquidez, por exemplo.

Dessa forma, um ativo mais volátil tem mais risco, pois o preço sobe e desce mais rápido. Um exemplo, pode ser as ações. Elas têm mais risco que ativos de renda fixa, que são considerados menos arriscados, pois são menos voláteis.

Assim, observando uma volatilidade maior, significa que se tem um risco maior. Já o outro lado não é verdadeiro. Ou seja, risco maior não implica, necessariamente,  em uma volatilidade maior.

Volatilidade é risco, mas risco não é só volatilidade. Existem outros riscos que não são precificados e mostrados por ela”, diz Morelli.

Apesar de ela poder representar risco para quem investe, a volatilidade também pode ser uma aliada da rentabilidade quando o investidor consegue identificar um bom momento de alta de um ativo, por exemplo, e decide vendê-lo, conseguindo um lucro interessante. Assim, quanto maior o risco, maior a possibilidade de ganhos. Por outro lado, quanto menor ela for, em tese, diminuem as possibilidades de ganhos interessantes.

Principais tipos de volatilidade

Ela se divide em alguns tipos e é importante que o investidor conheça quais são. Confira:

  • Volatilidade real: ela traz uma representação da oscilação real do preço do ativo no presente. Para conseguir acompanhá-lo, no entanto, utiliza-se o valor do ativo no mercado futuro como referência. Assim, a partir do momento em que a oscilação for conhecida, a volatilidade real acaba se tornando a histórica.
  • Volatilidade histórica: trata-se do comportamento de oscilação de um ativo em um determinado período de tempo, que pode ser dos mais variados: dias, meses, anos, períodos de crise etc. Por meio dela, é possível fazer uma análise olhando para trás, para o passado, o histórico. Assim, é possível identificar não somente padrões, mas também entender se o ativo é mais rentável ou não, por meio de estimativas futura.
  • Volatilidade implícita: é a expectativa de variação de preço que o ativo tem e, muitas vezes, pode ser obtida através de derivativos. Por meio dela, é possível identificar a volatilidade futura prevista.

O que é uma volatilidade alta?

Quando se fala que ela é alta, significa que o preço de um ativo varia muito, seja para mais ou para menos, em um determinado período. Para isso, não há um termo ou números que a defina, ela sempre será comparativa, a partir de uma referência.

Por outro lado, essa alta é considerada particular, pessoal, a depender da experiência do investidor. Ele pode acabar considerando que um ativo é mais volátil do que costuma ser, pois pode não ter ativos expostos a essa volatilidade. E o oposto também é verdade. Um investidor com um perfil muito agressivo, por exemplo, com ativos bastante expostos à volatilidade, pode estranhar um ativo mais conservador.

O que é volatilidade de câmbio?

É o mesmo conceito para ativos do mercado financeiro.

Neste caso, ela representa o quanto as taxas de câmbio acabam variando, ou seja, o quanto o preço de uma moeda oscila durante sua comercialização, seja euro, dólar, real, qualquer moeda.

Dessa forma, a volatilidade cambial acaba mexendo com a valorização ou desvalorização de uma moeda, podendo levar o investidor ao lucro ou prejuízo.

Volatilidade de ações

É a variação, para mais ou para menos, do preço em um determinado papel em um período de tempo, que pode ser impactado por diversos fatores, como já tratado anteriormente.

Volatilidade de ativos

Assim como ação e câmbio, por exemplo, a volatilidade de ativos não deixa de ser a representação da oscilação de preço de uma aplicação financeira.  É o quanto determinado ativo pode variar em um período determinado. Um investimento mais volátil é aquele que tem mais variação.

Como usar a volatilidade para fazer bons investimentos?

Ela é como se fosse um termômetro do risco de um ativo, mas não é, necessariamente, um risco para os investimentos.

Oliveira explica que a volatilidade é um paradoxo nos investimentos. Segundo ele, se um investidor tem a convicção de que está comprando um ativo bom, de qualidade, que tem valor, seria interessante ele aproveitar os eventos de alta oscilação negativa do ativo para comprá-lo.

Já Morelli orienta que, para não perder dinheiro com ela, o investidor não deve se apavorar sempre que o mercado oscila e querer sair do ativo toda vez que o mercado cai e querer entrar quando o ativo sobe, na expectativa de que vai subir mais. “Assim, o investidor sempre acabará vendendo barato e comprando caro, usando a volatilidade contra os investimentos”, alerta.

Ele orienta que é interessante o investidor tentar usá-la ao seu favor e observar se vale aproveitar que preços estão interessantes e atrativos para entrar no ativo. Porém, ele alerta que é para analisar com cuidado e atenção  e não, necessariamente, comprar, pois pode ser que os preços nunca mais voltem.

“Primeiro, não perca dinheiro. Segundo, veja se vale a pena entrar em momentos voláteis do mercado ou não. E, por fim, não venda quando os ativos estão se desvalorizando. Volatilidade é um sinal de maturidade do investidor. E ela fará com que as oportunidades que venham dela sejam aproveitadas”, conclui.

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