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Guia Financeiro

Como investir em ações: guia para começar a investir na bolsa

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ações: imagem ilustrativa com gráficos de ações

Investir em ações pode ser uma opção muito atraente pela possibilidade de bons retornos, mas a exposição ao risco pode gerar perdas repentinas para o investidor. Esse tipo de investimento pode parecer mais complicado do que é. Se houver dedicação, conhecimento e experiência conquistada com o decorrer do tempo, é possível alcançar resultados.

Para isso, é importante entender as características que envolvem o investimento em ações. Pensando nisso, o InvestNews preparou este guia para orientar o investidor iniciante antes de se aventurar neste universo.

O que são ações?

Ação é a menor parte do capital social de uma empresa. Assim, ao comprá-la, o investidor está adquirindo um pedaço da companhia, se tornando sócio dela.

Para isso acontecer, a empresa precisa ter um registro de Sociedade Anônima de Capital Aberto na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que é um órgão estatal responsável pela fiscalização e regulação do mercado de valores mobiliários brasileiros. Com este registro, a empresa se torna com o capital aberto e passa a ofertas suas ações na bolsa de valores, processo este buscado pelas companhias que necessitam de mais dinheiro para fazer a expansão do seu negócio ou também elevar o seu valor de mercado.

Existem as chamadas ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN):

  • As ações ordinárias garantem o direito ao voto ao sócio nas assembleias da empresa, dependendo da quantidade de ações ordinárias que um investidor possui. Assim, os grandes acionistas têm maior poder de influenciar os direcionamentos da empresa do que os pequenos investidores.
  • Já as preferenciais não dão ao investidor o direito ao voto, mas ele tem prioridade no momento de receber os proventos.

Os investidores encontram também no mercado de ações as units, que são um pacote composto por ativos de diferentes espécies, como ações ordinárias e preferenciais. Desta forma, ao se comprar uma unit, o investidor adquire uma composição de ações dentro de um único produto.

As ações também são chamadas de blue chips quando representam os papéis de grandes empresas, como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4), por exemplo, que possuem grande volume de negociação e, consequentemente, tem alta liquidez, ou seja, são vendidos com mais facilidade.

E existem também as chamadas small caps, que são ações de empresas menores e menos conhecidas dos investidores pessoa física e que possuem menos liquidez.

Além disso, na bolsa de valores, as ações são sempre negociadas com um código, chamado também de ticker. Por exemplo, se você quer comprar ações da Petrobras, é preciso buscar no home broker da corretora pelo ticker dela, e não pelo nome, ou seja, fazer a busca pelo código PETR4, para as ações preferenciais, e PETR3, para as ações ordinárias. No ticker, as letras representam as empresas que emitem ações e o número, o tipo de papel que está em negociação. 

Estratégias para investir em ações

Não existe uma fórmula específica a seguir sobre como comprar ações. São diversas as estratégias e técnicas utilizadas por cada investidor, afinal, cada pessoa tem seu objetivo com os investimentos.

Para quem vai dar os primeiros passos no mercado de ações, é recomendável seguir as principais dicas de como investir na bolsa de valores, ou seja, primeiro identificar qual o seu perfil de investidor e o quanto você esteja disposto a se expor no mercado e a correr riscos.

A partir daí, para quem tem um perfil considerado um pouco mais conservador, é recomendável  investir em grandes empresas, utilizando de estratégia de longo prazo e em momento em que a pessoa esteja com segurança financeira para minimizar riscos.

Assim, com o passar do tempo e experiência adquirida, é possível se tornar gradualmente mais audacioso nos investimentos e buscar maiores ganhos, lembrando sempre que os riscos aumentam proporcionalmente.

Estratégias para investir em ações mais comuns:

Curto prazo:

De modo geral, quando se refere à estratégia de curto prazo, é aquela com um horizonte menor, ou seja, de alguns dias, semanas ou até alguns poucos meses. Assim, trata-se de uma estratégia mais desafiadora, pois a pessoa precisa encontrar oportunidades para rentabilizar em um curto período de tempo. Para isso, é preciso ter mais experiência e conhecimento de mercado para ter resultados favoráveis, além de um bom controle de ansiedade e tempo de dedicação para ter resultado consistente. Além disso, é preciso estar atendo à liquidez e risco. Afinal,  para quem opta pela estratégia de curto prazo, é recomendável escolher ações que tenham alta liquidez, o que permite vender o papel com mais facilidade e conseguir obter possíveis lucros desejados. Já a cautela com o risco está na incerteza que se pode ter em relação ao rendimento. Afinal, quanto maior o risco, maiores as chances de uma rentabilidade, mas também de se perder dinheiro.

Longo prazo:

É um modo considerado mais conservador  para uma pessoa investir em ações, como uma forma de evitar sustos e traumas. Com esta estratégia, os resultados podem ser mais seguros que os de curto prazo e mais possíveis de acontecer, já que se minimizam riscos de questões pontuais que podem acontecer. Apesar de não serem retornos 100% garantidos,  a probabilidade acaba sendo maior. Ao comprar a ação com uma estratégia de longo prazo, o investido pode acabar ganhando junto com a empresa conforme ela  cresce e os resultados vão surgindo e se consolidando. E, para isso, é necessário tempo, não é algo que acontece do dia para a noite. Neste caso, o objetivo é alcançar o maior rendimento possível para o longo prazo. Assim, é recomendável manter consistência nas aplicações e diversificar, ou seja, ter aplicações em ações de setores variados.

Day trade:

A palavra em inglês significa “transação do dia”. No mercado financeiro, é o nome que se dá para as operações  de compra e venda de ações em um único pregão, ou seja, em um dia. Qualquer investidor pode fazer day trade, porém, por ser uma operação de alto risco, é recomendável que se tenha bastante familiaridade com investimentos em ações e conhecimento do mercado, pois, do contrário, são grandes as chances de prejuízos. Por ser uma operação de um único dia, o day trade favorece a possibilidade de se aproveitar oscilações na bolsa para ter um ganho rápido, podendo ganhar com a queda ou alta dos papéis. Mas sempre é importante lembrar que trata-se de uma estratégia possível, mas não garantida, de ganhar dinheiro de forma rápida, já que é uma operação arriscada.

Dividendos

São lucros das empresas que são distribuídos aos acionistas, a partir de seus resultados e da sua política de distribuição. Cada empresa tem sua periodicidade de pagamento e distribuem o provento da forma que é previamente definida pela companhia.

Os dividendos são creditados diretamente na conta que o investidor possui na corretora. O pagamento acontece de acordo com a quantidade de  ações que o investir possui na data de posição acionária definida pela empresa. Então, quanto mais ações o investidor tiver, maior será o valor dos dividendos recebidos.

Geralmente, quando uma empresa faz pagamento de dividendos, ela provavelmente tem governança mais sólida, com um fluxo de caixa mais previsível. As empresas pagadoras de dividendos costumam oferecer esse diferencial para atrair mais acionistas e reter novos investidores.

E aí vai da estratégia e objetivo de cada investidor do que fazer com estes dividendos. Tem os que preferem usar como uma renda recorrente. Por outro lado, há quem prefira reinvestir esse valor fazendo a compra de mais ações.

As empresas que fazem a distribuição de mais proventos possuem um dividend yield maior. Trata-se do rendimento do dividendo, ou seja, um índice que mensura o rendimento dos dividendos em um determinado período de tempo em relação ao preço de suas ações.

Para chegar a este resultado, é preciso dividir os dividendos pagos por ação em determinado período pela cotação atual da ação e se chega ao dividend yield. A partir dele é possível verificar a rentabilidade dos dividendos entre empresas.

É importante lembrar que esse indicador precisa ser analisado com cuidado e não de forma isolada no momento de optar em quais ações investir, afinal, ele tem variação inversa à cotação dos papéis e os baixos valores podem acabar trazendo uma impressão errada sobre se a companhia é uma boa pagadora de dividendos.

Como investir em ações com pouco dinheiro

Quem investe no mercado de ações está sujeito a eventuais custos, como tarifas de abertura de conta e de corretagem, além de taxas usuais da bolsa de valores e imposto.

Para quem quer comprar ações desembolsando menos dinheiro, existe a opção do mercado fracionário, que é uma maneira de comprar apenas uma parte do lote de ações de uma determinada empresa sem ser necessário adquirir o lote padrão. Assim, a aplicação financeira é menor.

Para isso, o investidor deve se atentar que, para diferenciar as ordens de compra de ações do mercado padrão e do mercado fracionário, os códigos das ações acabam recebendo no mercado fracionário a letra F ao final do seu código na bolsa.

É uma alternativa mais acessível, mas, por outro lado, é preciso que o investidor tenha mais paciência na hora de vender a ação e embolsar os ganhos. Com liquidez menor com o fracionamento de ações, pode ser mais demorado para conseguir vender as ações, ainda mais se forem de empresas menores e menos negociadas.

Como escolher e analisar ações

Antes de investir em ações, é importante conhecer o mercado, a empresa, o setor e o cenário mais macroeconômico que pode impactar determinada empresa para o investidor acabar não se empolgando quando as ações subirem e nem se assustando quando o valor dos papéis caírem. Por isso, aprender sobre o assunto é importante, apesar de não haver uma regra em específico.

Mas qual é a melhor maneira de avaliar empresas e suas ações para conquistar melhores resultados?

Confira as principais análises que são feitas quando se fala em investir em ações:

  • Análise técnica: chamada também de análise gráfica, ela é utilizada para encontrar tendências de oportunidades de compra e venda de ações no curto prazo, por meio da evolução dos gráficos de preço do ativo ao longo do tempo. Essa análise pode sinalizar alguma possível alteração de comportamento, ou seja, os gráficos podem apontar, por exemplo, que as ações de uma determinada empresa mostram um consistente comportamento de alta por um período de tempo e, em um dado momento, o gráfico apontar que esta alta está sendo perdida. Assim, a partir desta análise, investidores de curto prazo podem entender que é possível começar um processo de perda de valor deste papel. Apesar de ser uma fonte de análise de desempenho de uma ação, é válido lembrar que não é algo tão simples de se fazer e acompanhar, pois, exige muito conhecimento do mercado para a tomada de decisão.
  • Análise fundamentalista: ela mira mais o longo prazo, costuma olhar o cenário econômico de forma mais macro, bem como o mercado, quem está na direção da empresa, a saúde financeira dela, a tendência da sociedade em relação a consumo, análise setorial, como se comportam os balanços das empresas etc. Ou seja, trata-se de um conjunto de análises para poder se chegar a uma projeção de resultados e possíveis preços justos das ações de determinadas empresas. São indicadores que podem dizer muito sobre uma empresa. Por meio dessa análise, o investidor consegue criar um racional da empresa, e do cenário macro na qual ela está inserida, para poder fazer seus investimentos de forma mais clara e assertiva. Esta análise é recomenda para quem quer correr menos risco e deixar o tempo trabalhar pela valorização dos papéis. Para isso, no entanto, é importante o investidor ler notícias sobre a empresa, sobre economia e acompanhar os balanços para ter um panorama de como está o desempenho da companhia e possíveis tendências para as ações. Com isso, a análise fundamentalista ajudará os investidores na escolha de empresas que possuem boas perspectivas e sejam sólidas, resilientes e saudáveis, fundamentais para a estratégia de longo prazo. Confira os principais indicadores fundamentalistas:
  • EBITDA (Earning Before Interest, Taxes, Depreciation, and Amortization): aponta o lucro após descontar as despesas operacionais, mas antes da dedução de taxas, Imposto de Renda, depreciação e amortização;
  • P/VPA: mostra como está a relação entre o preço sobre valor patrimonial por ação;
  • DY (dividend yield): identifica o quanto uma companhia distribuiu como dividendos em relação ao preço da ação;
  • P/L: mostra a relação entre o preço da ação e o lucro que é gerado por ela;
  • Dívida bruta sobre o patrimônio líquido: ajuda o investidor a conhecer como está o nível de endividamento da empresa.

É válido lembrar também que estes indicadores não podem ser considerados de forma isolada, já que a análise fundamentalista sugere que um conjunto deles seja levado em consideração. Por isso, cuidado para não cometer erros.

Vantagens de investir em ações

Não são todos que tem a oportunidade de investir em ações com grandes quantias. Apesar disso, se pensado no longo prazo, com uma estratégia e consistência de aportes, o potencial de ganhos pode ser bom e uma interessante opção para a construção de patrimônio financeiro.

Mesmo com uma quantia menor para investir, é possível gradualmente aumentar o portfólio de ações, bem como a exposição no mercado com o passar do tempo, que permite mais experiência e pode melhorar a rentabilidade dos investimentos.

Além disso, o mercado de ações oferece outra vantagem: a possibilidade de começar a investir em ações com um valor baixo, lembrando sempre da estratégia de diversificação da carteira para minimizar riscos.

Passando a investir no mercado de ações, o investidor, ao se tornar sócio de uma companhia, pode ser uma forma de se envolver com grandes negócios de uma maneira mais simples, além de pode lucrar de acordo com o crescimento dela.

Além disso, na bolsa de valores, diversos ações possuem grande liquidez, o que permite que o investidor consiga  vender seus ativos com mais facilidade, de acordo com a estratégia de investimentos, obtendo possibilidade de ganhos.

Dependendo da estratégia do investidor, investir em ações também pode ser uma opção de renda passiva, a partir da valorização dos papéis, bem como com a possibilidade de receber dividendos.

E tudo isso dentro da facilidade e acessibilidade de se fazer de forma online, por meio do home broker da corretora, onde se realiza os envios das ordens de compra e de venda de forma rápida, segura e prática.

Riscos de investir em ações

Apesar do mercado de ações trazer vantagens para os investidores, ele também possui seus riscos.

O primeira dele é que trata-se de um investimento em renda variável, ou seja, o investir não tem nenhuma garantia de ganhos e perdas e de quanto pode ter daqui um determinado período de tempo. Desta forma, está sujeito a eventuais perdas de patrimônio. Por isso, a importância da diversificação para reduzir possíveis perdas.

Outro ponto de atenção é que o mercado de ações tem uma oscilação muito mais acentuada do que a renda fixa, por exemplo, podendo os papéis sofrerem influência de questões externas, e não só da empresa, como desde as decorrentes de variáveis macroeconômicas, fala de uma autoridade política, determinados impactos setoriais até questões imprevisíveis de acontecer, como uma pandemia.

Além disso, não é só o setor externo à empresa que pode impactar o desempenho dos papéis. Afinal, a possibilidade de fraudes dentro da companhia também é mais um risco que o acionista pode estar exposto e deve ficar atento.

Outro fator que o investidor precisa observar é que uma ação pode perder valorização por falta interesse do público, diminuindo sua liquidez e se tornando mais difícil do investidor vender seus papéis quando desejar.

Por fim, existe também o risco de decretação de falência pela empresa e, com isso, o investidor acaba perdendo todo o valor que tinha nas ações da companhia.

Por isso, é importante sempre diversificar os investimentos, estudar e estar preparado.

Quanto custa investir em ações?

É válido lembrar que investir em ações tem seus custos, ou seja, os investidores precisam pagar determinadas taxas para fazer e manter seus investimentos.

Confira três delas:

Taxa de corretagem: é aquela cobrada pela corretora de acordo com cada transação, seja de compra ou venda, que o investidor faça. Vale lembrar que diversas corretoras já possuem essas taxas zeradas, o que se torna uma grande vantagem e economia para o investidor.

Taxa de custódia: é um valor cobrado pelas corretoras para as operações feitas pelo home broker da instituição financeira ou pela mesa de operações. O objetivo dela é fazer a cobertura de despesas operacionais da corretora junto à Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). Apesar de existir, muitas corretoras já têm taxa zero para ações.

Imposto de Renda: dependendo do tipo de operação e do valor negociado no mês, o investidor terá que pagar imposto de renda sobre o lucro. Se as vendas mensais de ações  ultrapassarem R$ 20 mil, será preciso pagar imposto de 15% sobre o lucro líquido até o último dia útil do mês subsequente. Porém, existe a possibilidade de pagar menos imposto abatendo os prejuízos de outras operações. Já no caso das operações de day trade, o investidor terá sempre que pagar 20% de imposto sobre o lucro que obtiver, independentemente do valor da operação realizada. Neste caso, também é possível fazer o abatimento de prejuízos em operações com lucro. O pagamento deve ser feito via Darf (Documento de Arrecadação Federal) e o cálculo dos valores é de responsabilidade do investidor.

Passo a passo de como começar a investir em ações

Investir em ações para muitas pessoas é tido como complexo, mas não tem segredo. Basta fazer o seguinte passo a passo:

  • Defina seus objetivos: Antes de iniciar no mercado de ações, é preciso ter bem definido quais são seus objetivos com os investimentos e por quanto tempo pretende investir para poder traçar a melhor estratégia para alcançá-los.
  • Identifique seu perfil de investidor: é possível investir em ações de diferentes estratégias. Por isso, ter um perfil de investidor definido, e saber o quanto você está disposto ao risco, pode contribuir para identificar quais destas possibilidades se adequam mais a você.
  • Tenha conta em uma corretora: tendo seus objetivos e perfil de investidor definidos, o passo seguinte é abrir uma conta em uma corretora, transferir dinheiro e começar a investir nas ações desejadas, fazendo suas ordens de compra e venda.
  • Acompanhe seus investimentos: com as operações concluídas, e dentro do seu objetivo e estratégia, acompanhe periodicamente o desempenho dos seus investimentos para verificar se estão correspondendo às suas estratégias, ou não, para fazer possíveis mudanças, caso considere necessárias.

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