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Cripto dólar: brasileiros já movimentaram quase R$ 6 bi em stablecoins em 2026

Para efeito de comparação, o bitcoin (BTC) somou cerca de R$ 2 bilhões no mesmo período, enquanto o ethereum (ETH) ficou em R$ 577 milhões

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O interesse dos brasileiros por stablecoins segue firme – e cada vez maior. Só nos 21 primeiros dias de 2026, investidores do país já movimentaram R$ 5,7 bilhões em USDT e USDC, as duas principais criptomoedas atreladas ao dólar. Os dados são da plataforma Índice Biscoint.

Para efeito de comparação, o bitcoin (BTC) somou cerca de R$ 2 bilhões no mesmo período, enquanto o ethereum (ETH) ficou em R$ 577 milhões.

Esse apetite pelas chamadas “criptos dólar” não é por acaso. Em um mundo cheio de incertezas e tensões geopolíticas – a Groenlândia que o diga – muita gente corre para dolarizar parte do patrimônio. E, como fazer isso via cripto é rápido, simples e acessível, as stablecoins acabam virando o caminho natural.

Uma pesquisa divulgada pelo Mercado Bitcoin nesta semana reforça esse movimento. Segundo o levantamento, o número de investidores em ativos dolarizados cresceu quase 20% em 2025 na comparação com o ano anterior. Além disso, 78% dos clientes da plataforma dizem ter interesse nesse tipo de ativo.

Outro ponto que ajuda a explicar essa corrida é a ausência (por enquanto) de IOF sobre essas criptomoedas, que vêm sendo usadas tanto como reserva de valor quanto para remessas internacionais e viagens.

Mas esse cenário sem imposto pode mudar. No fim do ano passado, o Banco Central publicou novas regras para o setor cripto e deixou a porta aberta para esse tipo de cobrança. O governo federal, inclusive, já sinalizou que pretende avançar nessa direção.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h30.

Bitcoin (BTC):  +1,95%, US$ 89.932,40

Ethereum (ETH): +2,93%, US$ 2.988,10

XRP (XRP): +1,94%, US$ 3,44

BNB (BNB): +3,15%, US$ 892,45

Solana (SOL): +2,78%, US$ 130,12

Outros destaques do mercado cripto

Mercado de capitais tokenizado. Abertura de capital sempre foi coisa de empresa grande, com faturamento parrudo. Mas isso está começando a mudar. A partir de março, entram em vigor novas regras (o chamado Regime Fácil) que vão permitir que pequenas e médias empresas também consigam se listar e captar recursos no mercado. E o mundo cripto/blockchain está super envolvido nisso. Duas empresas do setor, Núclea e BEE4, anunciaram uma parceria justamente para ajudar a expandir o mercado de ativos tokenizados para PMEs no Brasil.

EUA x China no tabuleiro cripto. A disputa entre Estados Unidos e China também já chegou ao mundo das moedas digitais. Em discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que quer transformar o país na “capital cripto do mundo” – e, principalmente, impedir que a China lidere esse mercado. Segundo ele, a assinatura do GENIUS Act, lei voltada às stablecoins, e as novas regras que o Congresso prepara para o setor fazem parte dessa estratégia.

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Fantasma quântico assusta o bitcoin. Muita gente culpa o cenário macro e geopolítico pela recente queda do bitcoin. Mas nem todo mundo concorda. Para Nic Carter, pesquisador e cofundador da empresa de venture capital Castle Island Ventures, parte do mau humor do mercado pode vir de outro medo: o avanço da computação quântica, que no futuro poderia ameaçar a segurança do código do BTC. Vale lembrar que, apesar do medo, essa tecnologia ainda está longe de virar realidade comercial.

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