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Dança das stablecoins: cripto dólar USDT encolhe e USDC ganha espaço

Movimento sugere que o dinheiro não está saindo totalmente do ecossistema - está apenas mudando de endereço

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A USDT, maior stablecoin pareada ao dólar da indústria cripto, viu seu valor de mercado recuar de cerca de US$ 186 bilhões no fim de janeiro para aproximadamente US$ 183 bilhões nesta quarta-feira (25), segundo dados da CoinMarketCap.

O capital, porém, não deixou o universo cripto. Parte dele migrou para a USDC, segunda maior stablecoin do setor, cuja capitalização subiu de aproximadamente US$ 72 bilhões para US$ 73 bilhões no mesmo período.

Em momentos de volatilidade, como o atual, é comum que investidores vendam bitcoin (BTC) ou ethereum (ETH) e estacionem os recursos em stablecoins para permanecer dentro do mercado. O que os dados recentes sugerem é que esse dinheiro não está saindo totalmente do ecossistema cripto – está apenas mudando de endereço dentro dele.

A movimentação também ocorre em meio a diferenças de perfil entre as duas principais stablecoins do mercado. A USDT, emitida pela Tether, segue dominante nas exchanges, mas há anos é alvo de questionamentos sobre transparência e composição de reservas. Em 2025, a empresa chegou a ser rebaixada pela S&P Global Ratings.

Já a USDC, emitida pela americana Circle, tem sede nos Estados Unidos e maior integração com o sistema financeiro tradicional, além de uma postura mais alinhada ao ambiente regulatório local.

Essa dança nas stablecoins ocorre em um mês negativo para o bitcoin (BTC). A criptomoeda até ensaiou leve recuperação nesta manhã, voltando à faixa dos US$ 65 mil, mas ainda caminha para encerrar fevereiro no vermelho, com queda mensal de 16%.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h30.

Bitcoin (BTC):  +3,88%, US$ 65.557,01

Ethereum (ETH): +6,08%, US$ 1.938,39

XRP (XRP): +4,68%, US$ 1,39

BNB (BNB): +3,60%, US$ 609,12

Solana (SOL): +8,33%, US$ 83,87

Outros destaques do mercado cripto

Fundos brasileiros de cripto captam R$ 15,5 milhões. Enquanto bitcoin e altcoins oscilaram na semana passada, os brasileiros aproveitaram a queda para reforçar posição em cripto – mas via fundos. Foram US$ 3 milhões (R$ 15,5 milhões) em entradas em veículos de ativos digitais, segundo a gestora CoinShares. O movimento foi na contramão do exterior, onde os fundos registraram saídas de US$ 288 milhões (R$ 1,4 bilhão) no mesmo período.

Engie flerta com mineração. A Engie, uma das maiores geradoras de energia renovável do país, está estudando instalar sistemas de armazenamento ou até um data center de mineração de bitcoin em sua usina solar Assú Sol, no Nordeste. O plano é dar destino à energia que hoje é desperdiçada por causa dos cortes de geração impostos para equilibrar o sistema elétrico. Em vez de aceitar o prejuízo, a companhia quer criar demanda local e melhorar a rentabilidade do projeto.

Meta planeja lançar stablecoin. Entre 2019 e 2022, a Meta tentou criar a Libra (depois batizada de Diem), uma criptomoeda própria que seria integrada ao Facebook, WhatsApp e Instagram. O projeto, porém, enfrentou forte resistência de reguladores e acabou abandonado antes de sair do papel. Agora, a gigante de tecnologia quer voltar ao setor com uma abordagem mais pragmática: quer lançar uma stablecoin no segundo semestre, mas desta vez em parceria com uma empresa especializada, evitando construir toda a infraestrutura sozinha.

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