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Mercados hoje: dado de emprego nos EUA pode mudar expectativas sobre o Fed e reduzir otimismo com emergentes

Se o dado de emprego vier moderado, conforme as expectativas, o Fed pode voltar a sinalizar a retomada de cortes

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Bom dia!

Nesta quarta-feira (11), os dados de emprego nos EUA, trazidos pelo payroll, podem mexer com juros, dólar e bolsas no mundo. O pano de fundo é a sinalização mais recente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de estar desconfortável com o atual nível da inflação. O consenso é de um mercado de trabalho ainda se recuperando. Mas, se os números mostrarem um cenário bem mais tranquilo, o BC dos EUA pode passar a sinalizar uma pausa mais prolongada antes de, eventualmente, retomar o ciclo de queda de taxas. O dólar dá sinais de fraqueza no exterior antes do dado. Um Fed menos inclinado a retomada de cortes pode influenciar câmbio e o fluxo de recursos que tem alimentado os recordes nas bolsas emergentes.

Enquanto você dormia…

  • Clima geral: Investidores evitam grandes apostas antes do principal dado de emprego dos EUA. Os futuros das bolsas de Nova York mantinham leve baixa: às 7h25, o S&P 500 futuro caía -0,05% e o Nasdaq futuro tinha recuo de -0,21%.
  • Na Europa, as bolsas acompanham a expectativa pelo payroll em quedas leves. O Stoxx 600 tinha queda de -0,29%.
  • Ásia: as bolsas fecharam em alta com China mais contida e continuidade do rali de terça-feira no Japão. O Índice Nikkei, de Tóquio, fechou com alta de +2,28%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu +0,31%.
  • O índice dólar (DXY) recua –0,32% aos 96,55 pontos antes do payroll. O petróleo Brent avança +1,29% aos US$ 69,67 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos seguem em queda aos 4,13% ao ano.

Destaques do dia

  • Payroll nos EUA: o teste da semana. O relatório de emprego de janeiro sai às 10h30 (horário de Brasília) e pode recalibrar as apostas para os próximos passos do Federal Reserve, Fed, o banco central dos EUA. Declarações recentes de dirigentes do Fed reforçaram uma visão menos inclinada à retomada rápida dos cortes de juros.
  • Um mercado de trabalho mais forte que o esperado tende a sustentar juros altos por mais tempo; um número fraco pode reacender apostas de volta à flexibilização.
  • O dólar já abriu o dia mais fraco frente a outras moedas, em movimento típico antes da divulgação de dados relevantes da economia dos EUA.
  • E daí? Juros americanos mais elevados costumam pressionar moedas emergentes e ativos de risco. No Brasil, isso pode mexer com o câmbio e setores sensíveis a juros, como varejo e construção, além de arrefecer o atual rali da bolsa.

Giro pelo mundo

  • Emprego nos EUA: Mercado aguarda os dados do mercado de trabalho americano trazidos pelo relatório do payroll às 10h30; consenso aponta criação moderada de vagas e desemprego estável.
  • Ford x BYD: A montadora americana vendeu pouco menos de 4,4 milhões de unidades em 2025, queda de quase 2%. A BYD reportou 4,6 milhões em janeiro, o suficiente para assumir a sexta posição no ranking mundial

Giro pelo Brasil

  • Banco Central: o mercado estará atento a qualquer sinal sobre trajetória da Selic em meio à participação do presidente do BC, Gabriel Galípolo, em evento em São Paulo, por volta de 9h.
  • Câmbio: Dólar mais fraco no exterior pode aliviar a abertura local, mas o payroll pode redefinir o tom ainda pela manhã.

Giro corporativo

  • IPO na Nasdaq: Agibank levantou US$ 276 milhões em sua oferta pública inicial nos Estados Unidos após reduzir o tamanho e o preço da operação. O preço por açnao alcançou US$ 12.
  • Sucessão na Smart Fit: A cadeira de CEO passa de pai para filho, marcando nova fase da companhia. O fundador Edgard Corona vai deixar o cargo de CEO, que passará a ser ocupado por seu filho Diogo Corona, que era diretor de operações (COO).
  • Estresse corporativo: Raízen e CSN reacenderam o nervosismo no mercado de crédito corporativo brasileiro, provocando fuga de investidores e reabrindo o debate sobre o risco de um estresse mais amplo entre empresas altamente endividadas.
  • Infra em SP: Odebrecht (Novonor) vence contrato de uma das maiores licitações recentes do metrô de São Paulo, em um total de R$ 13,6 bilhões.
  • A companhia levou, em caráter definitivo, os lotes 2 e 3 das obras da futura Linha 19-Celeste, que ligará o centro de São Paulo a Guarulhos. A Odebrecht lidera (com 35%) um consórcio formado também pela Álya (antiga Queiroz Galvão) e pela italiana Ghella, especializada em túneis
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Agenda do dia

  • 10:30: Payroll — EUA. Principal dado da semana; pode mexer com juros, dólar e bolsas. (Consenso: criação moderada de vagas)
  • 12:00: Estoques de petróleo — EUA. Impacta petróleo e ações do setor.
  • Ao longo do dia: Falas de dirigentes do Fed — pistas sobre próximos passos dos juros.

Ótima quarta-feira e bons negócios!

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