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Mercados hoje: dados do IPCA podem aumentar apostas sobre ritmo mais forte de queda de juros

Além dos números do iIPCA, queda do dólar tem levado o mercado a apostar em cortes de 0,5 ponto

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Bom dia!
Lá fora, o dia começa com os investidores de olho das ações de tecnologia que, apesar das altas recentes, podem entrar no modo monta-russa e aumentar a volatilidade. Aqui, a divulgação do IPCA devem selar o otimismo com o início de cortes de juros a partir de março. Os resultados da inflação oficial podem orientar as apostas sobre o ritmo de cortes e consolidar uma visão sobre uma redução de 0,5 ponto percentual. Mas, por outro lado, se vier alguma surpresa vai azedar o humor do mercado.

Enquanto você dormia…

  • Os futuros das bolsas de Nova York estão perto da estabilidade às 7h30: o S&P 500 futuro sobe +0,05% e Nasdaq futuro cai -0,04%.
  • Na Europa, o Stoxx 600 opera quase estável com alta de +0,08%.
  • O Japão disparou com rali pós-eleição e puxou o tom na Ásia. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, fechou com alta de +2,28%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu +0,58%.
  • O índice dólar (DXY) recua para 96,82 pontos. O petróleo Brent sobe +0,09% a US$ 69,10 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos têm leva baixa após a alta de ontem para 4,19% ao ano.


Destaques do dia

  • O Tesouro voltou ao mercado internacional e captou US$ 4,5 bilhões que iguala a maior captação já feita pelo Brasil no exterior.
  • O pano de fundo: o apetite dos investidores globais por ativos de mercados emergentes, em meio ao movimento de diversificação fora dos EUA.
  • E daí? Os efeitos vão de sustentar a valorização do real a manter o interesses dos estrangeiros para ativos brasileiros.

Giro pelo mundo

  • O ouro retomou o patamar dos US$ 5 mil a onça troy na segunda-feira (9), com a fraqueza do dólar, que caminha para a mínima em quatro anos..
  • A instabilidade em torno da independência do Federal Reserve e a forte demanda de bancos centrais globais impulsionaram o metal precioso nesta segunda-feira.

Giro pelo Brasil

  • Recorde na B3: Ibovespa fechou em novo recorde de 186.241 pontos, com alta de +1,8% na segunda-feira (9). Os recordes têm sido sustentados pelo fluxo de recursos estrangeiros aos mercados emergentes em busca de diversificação fora dos EUA.
  • O Brasil voltou aos mercados internacionais de dívida nesta segunda-feira (9) e levantou US$ 4,5 bilhões em uma emissão de bonds que iguala a maior operação soberana já realizada pelo país.
  • Tesouro vendeu US$ 3,5 bilhões em novos títulos com vencimento em 2036 e US$ 1 bilhão na reabertura dos papéis que vencem em 2056. Os rendimentos ficaram em 6,4% e 7,3%, respectivamente, abaixo das indicações iniciais de preço.

Giro corporativo

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  • Raízen e venda de ativos: a Mercuria estaria perto de comprar refinaria (Dock Sud) e centenas de postos na Argentina por mais de US$ 1 bilhão. A Raízen, maior produtora brasileira de etanol combustível a partir da cana-de-açúcar, está se desfazendo de ativos devido ao aumento da dívida e à redução de sua classificação de crédito.

Agenda do dia

  • 09:00: IPCA (jan) — termômetro da inflação e do “quanto dá para calibrar”. (Consenso: +0,32% ante mês anterior; e +4,43% anual)
  • 10:30: Preços de importados (EUA) — afeta leitura de inflação. (Consenso: +0,2%)
  • 10:30: Vendas no varejo (EUA) — mexe com juros e dólar. (Consenso: +0,4%)
  • 14:00: Fed (Cleveland) — tom sobre juros.
  • 18:30: Estoques de petróleo (API) — volatilidade em óleo e petro.

Ótima terça-feira e bons negócios!

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